José Eduardo Guimarães
Da imprensa local (Notícias de Guimarães, Toural e Expresso do Ave), à regional (Correio do Minho), da desportiva (Off-Side, O Jogo) à nacional (Público, ANOP e Lusa), do jornal à agência, sempre com a mesma vontade de contar histórias, ouvir pessoas, escrever e fotografar, numa paixão infindável pelo jornalismo, de qualidade (que dá mais trabalho), eis o resultado de um percurso também como director mas sempre com o mesmo espírito de jornalista… 30 anos de jornalismo que falam por si!

Não havia necessidade…

Continua, impunemente, a brincar-se com o nome do Vitória, não se sabe bem em nome de quê.

Sem limitações de espécie alguma, continua a ser fácil a qualquer sócio do Vitória, candidatar-se às eleições dos órgãos sociais, sem recurso a manobras esquisitas ou à utilização de processos administrativamente fracos e moralmente defeituosos.

O uso e abuso que alguns – no poder – fazem da numeração dos associados, em que ao número se acrescenta o A, B e C, isso só era necessário no tempo, em que a base de dados era constituída por fichas de associado em papel, guardadas em arquivos metálicos, com chave, a que acediam apenas os funcionários do clube.

Hoje e há já algum tempo, desde 1986, a base de dados dos sócios já está informatizada, para melhor tratamento de dados pessoais, controle de antiguidade e pagamento de quotas.

Porém, há ainda quem insista – a modos de um chico-espertismo balofo e rasteiro – em fazer do Vitória uma instituição respeitosa por fora mas onde tudo é permitido para satisfazer os interesses de alguns, por dentro.

A má utilização da base de dados dos sócios parece estar, a cada eleição, à mercê dos que dela se querem servir para não ter trabalho de recolher junto dos sócios a subscrição para a eleição dos corpos gerentes.

E o mais grave é que quando todas as instituições cumprem com as regras do Regulamento Geral de Protecção de Dados, custe o que custar, no Vitória o acesso aos dados dos sócios continua ser uma coisa banal, fácil, sem punição, mesmo que criminosa.

Não está em causa apenas a falsificação de um documento, é o uso e abuso de uma base que contém dados pessoais protegidos por lei.

A questão da falsificação de assinaturas é coisa de mercearia, porque quem quer pode rabiscar o nome de outro. Agora, assinar em nome de, indicando o número de sócio, é crime para quem o pratica tão fácil e impunemente. É que não está em causa apenas a falsificação de um documento, é o uso e abuso de uma base que contém dados pessoais protegidos por lei, o que dá a entender que o Vitória é mesmo um casa desgovernada e à mercê de quem tem poder e cumpre ordens.

O Vitória, a administração da SAD, deviam esclarecer tintim por tintim quem é que consultou a base de dados dos sócios para o fazer subscrever uma simples lista de candidatos. E dar conta de quão protegidos (ou desprotegidos) estão os dados pessoais que constam da base de dados que são certamente outros, como o email.

É que confirmando-se que os verdadeiros sócios não subscreveram aquelas listas, quem o fez e porque o fez, ou até se teve de cumprir ordens de um superior que quis ficar de mãos limpas para tornar sujas as de um simples funcionário.

O Vitória é grande mas apouca-se constantemente por ter servidores que não honram a sua história, nem mostram ter calibre para servir uma instituição que todos idolatram, por fora, mas denigrem por dentro.

Não havia necessidade… mesmo!

© 2022 Guimarães, agora!


Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!

Siga-nos no Facebook, Twitter e Instagram!
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- publicidade -
- publicidade -
- publicidade -

Leia também