O Estrela da Amadora veio a Moreira de Cónegos para pontuar. Chegou ao 2-0 com dois golos marcados de penálti. Jovane Cabral (13’) marcou primeiro e Ianis Stoica (36’) fez o segundo. Os três pontos assentavam como uma luva nas pretensões da equipa lisboeta de se manter na Liga Portugal.
Cristiano Bacci pensou que dois golos na primeira parte davam para sonhar, na sua estreia no comando da equipa. Porém, o velho ditado de “isto não é como começa, é como acaba”, deitou por água abaixo as suas pretensões.
Alan (45’+1’) deu o lamiré ainda antes do intervalo ao reduzir para 1-2 e deixar tudo em aberto, na segunda parte. O jogo e a primeira parte teve três grandes penalidades porque o golo de Alan foi marcado na recarga de um penálti que deu uma ideia do desempenho dos atacantes nos primeiros 45 minutos.
A segunda parte foi mesmo mais animada mas o Moreirense demorou tempo a entrar em jogo. E tudo tremeu quando Luís Hemir (73’) fez um golo magnífico e o melhor da partida. A assistência de Alan fez brilhar Luís Hemir que fez um trabalho de requinte futebolístico dentro da área culminado com um remate colocado.
O 2-2 parecia o resultado definitivo mas no futebol só quando o árbitro apita é que acaba o jogo. Na sequência de um livre, Maracás (90’+4’) levou a sua equipa à exaltação, marcando de cabeça. O central foi implacável dentro da área num remate perfeita.
Fica escrita a história do jogo que teve o Estrela da Amadora como vencedor da primeira parte e o Moreirense como o ganhador na segunda com mais golos.
“O Moreirense também é um clube de causas, mais próximo da comunidade.”
Vasco Botelho da Costa era um treinador feliz e declarou que “é sempre bom ganhar depois de uma reviravolta”. Um triunfo dedicado ao Salvador e aos adeptos do clube. Salientou que “o Moreirense também é um clube de causas, mais próximo da comunidade”, depois das iniciativas que foram organizadas de modo a diminuir a distância para com as pessoas que vivem na área de Moreira de Cónegos.
“O resultado foi o que foi porque o Moreirense voltou a ser o Moreirense”. Ainda lembrou que “demos muitos tiros no pé, ao longo da época”. Mas, hoje, “o jogo teve muita vida e muita irreverência da nossa parte” e, por isso, “o futebol foi muito justo para nós que trabalhamos imenso para ter este resultado”.
Satisfeito ainda repetiu que “o sucesso (deste jogo e da caminhada na Liga) esteve na nossa atitude e na nossa mentalidade”, depois de um período, em Janeiro, em que “reláxamos” mas “recuperamos depois do jogo com o Famalicão, voltando a ter crença nas nossas capacidades”.
O Moreirense alinhou com: Caio Secco, Fabiano Souza (Leandro Santos 76’), Gilberto Batista, Maracás, Diogo Travassos, Afonso Assis (Yan Lincon 45’), Mateja Stjepanović (Nile John 45’), Landerson Araujo (Francisco Domingues 68’), Rodrigo Alonso, Kiko Bondoso, Alan (Luís Hemir 68’).
Amarelos: Caio Secco (10’), Rodrigo Alonso (40’), Fabiano Souza (50’), Gilberto Batista (94’).
Golos: Alan (46’), Luís Hemir (73’), Maracás (94’).
Foto © Moreirense FC
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