Na antevisão do jogo com o Futebol Clube de Arouca (20h30), Luís Pinto reconheceu que “foi o rendimento que trouxe Charles Silva, de novo, à baliza do Vitória”. O treinador informou que o guarda-redes teve “um rendimento muito alto, em jogos de grau de dificuldade exigente, no mês de Janeiro”.
A opção foi evidente, explicou, porque Charles Silva “estava preparado para voltar a ser titular e a resposta que deu no jogo foi muito boa vai continuar a ser titular. Isto não quer dizer que o Juan Castillo não esteja bem. Sempre que jogou esteve quase sempre num nível muito interessante”. E justificou que quem ganha com esta concorrência “é o Vitória. Neste momento é o Charles Silva que continua a jogar, tem de continuar a fazer por merecer”.
Com o Arouca, o treinador vitoriano espera um jogo difícil. O adversário, sustenta: “Tem vindo a crescer naquilo que é o rendimento em campo, na solidez dos processos, apesar do Vasco Seabra já lá estar há muito tempo, com um bom trabalho”.
Sabedor de que com os resultados a consistência é maior, Luís Pinto diz que “vamos ter de mostrar grande concentração, capacidade para disputar o jogo em todos os momentos”, independente do bom ou mau tempo. A equipa tem de revelar “uma capacidade de trabalho muito grande, de nos entregarmos ao jogo”, com um empenhamento elevado.
Para além da vontade dos jogadores, o técnico vitoriano admite que “vamos precisar de todos, sabemos o quão importante são os adeptos que podem nos ajudar a vencer”.
Como vê o treinador do Vitória o adversário? “Tem um processo ofensivo bastante interessante, com jogadores com muita qualidade técnica. É uma equipa que tem apostado em jogadores que têm uma relação interessante com a vertente ofensiva. Temos de ser muito capazes. Do ponto de vista defensivo têm utilizado dinâmicas diferentes, que lhes têm dado muita consistência contra adversários de excelente valia. Vamos ter de ser pacientes, queremos ser perigosos, mas não precipitados”.

Depois do triunfo frente ao Moreirense Futebol Clube, o Vitória entra numa fase da época mais exigente, em que a classificação se define ou sedimenta. “É natural que os pontos sejam mais caros porque as equipa têm um conhecimento maior umas das outras. Ainda estamos a 14 jornadas do final, mas há uma aproximação entre as equipas que têm por norma uma forma de estar um pouco mais concentradas, acaba por ser mais caro o ponto”.
“Os jogadores têm de ter presente o quão importante podem ser num jogo, no final o que todos queremos é que o Vitória possa ganhar.”
Sobre o rendimento de outros jogadores, nomeadamente de Samu Silva e Alioune Ndoye, Luís Pinto não está preocupado se começam ou acabam no banco. “O Alioune Ndoye – afirma – tem sido mais vezes suplente utilizado. Tem a ver com o que acreditamos que tem vindo a ser o jogo. O futebol está diferente do que era há uns anos. Os jogadores têm de ter presente o quão importante podem ser num jogo, no final o que todos queremos é que o Vitória possa ganhar. Os nossos jogadores sentem que têm uma grande importância, sejam titulares ou a sair do banco. O facto de treinarmos bem faz com que os que estão a jogar tenham um maior andamento”.
Revelou ainda que Oumar Camara rejeitou a possibilidade de sair para a Arábia Saudita e explica que o jogador “está extremamente comprometido com o grupo, com o Vitória, com o projecto de carreira que tem a nível europeu. Ficamos todos muito satisfeitos por ter existido da parte da direcção um esforço grande para conseguirmos manter a maioria dos nossos jogadores. Saíram dois jogadores por empréstimo para poderem ter mais tempo de jogo, todos os outros conseguimos manter e isso foi a nossa grande contratação. Assim, podemos dar seguimento a este crescimento que queremos ter na nossa equipa”.
Foto © Vitória SC
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