Gil Lameiras apresentou-se como um novo normal no comando técnico do Vitória. Deu nota da reacção do grupo à sua promoção no clube e informou ter “uma missão” e “um trabalho para cumprir”. Os jogadores “receberam-me de forma exemplar” e todos perceberam que “estamos aqui para ajudar”.
Sentindo-se tocado pelos atletas neste primeiro encontro como técnico principal do Vitória, descreveu a semana de trabalho, como mais curta, depois do regresso dos Açores.
“Houve poucos dias para passarmos informação, de modo a que a equipa passe a ter o meu dedo. Cada jogador tem o seu dedo e o seu cunho e, naturalmente, a equipa acabará por ter aquilo que eu aprecio” – confessou.
Rejeitou regressar ao passado porque “não me cabe a mim fazê-lo” e repetiu o que é evidente: cada técnico tem a sua ideia e com tempo passá-la-á aos jogadores. Lembrou que “este grupo já demonstrou que é capaz de fazer coisas muito boas e, por isso, há que fazer isso mais vezes em cada jogo”.
Dizendo já conhecer o clube, a sua exigência e o lote de jogadores, agora é “dar o melhor no dia-a-dia, isso deve ser permanente”, pois, “tenho sido assim desde que cá estou”.
Sobre objectivos, o sucessor de Luís Pinto, revela que não houve qualquer exigência, apenas para “deixar fluir o meu trabalho e para passar as minhas ideias ao grupo”, sem qualquer outra pressão.
Treinar o Vitória é sempre aliciante e Gil Lameiras reconhece que “apesar de nunca ter sonhado com este momento, porque vivo muito o dia-a-dia e o jogo a jogo, desde o meu primeiro dia no clube depressa percebi que quase todos ambicionam alcançar a equipa A, especialmente os jogadores”.

“Sempre convivi com essa ambição na formação” – confessa, pois todos querem jogar na equipa A. Assume que estar no “comando da equipa principal é aliciante, tendo em conta a dimensão do jogo, a dimensão do seu estádio e os seus fantásticos adeptos”.
“Vamos jogar em nossa casa, perante os nossos adeptos, e queremos impor o nosso jogo. Vai ser uma boa partida.”
Sobre a partida com o Futebol Clube de Famalicão, está ciente do valor do adversário. “Tem ideias muito próprias, tal como o Vitória. Vamos jogar em nossa casa, perante os nossos adeptos, e queremos impor o nosso jogo. Vai ser uma boa partida. Mais do que olhar para o Famalicão, temos de olhar para nós, sabendo bem o que devemos fazer e o que não podemos fazer. Os jogadores tiveram um comportamento impecável na nossa recepção e também absorveram muito bem as nossas ideias” – sustentou.
Adiantou depois sobre o seu percurso no Vitória que “o meu trabalho e o da minha equipa técnica falam por si. Não acredito que olhem para nós dessa forma. Se hoje estou aqui é porque entenderam que as coisas não correram como seria suposto”.
E diz mais: “O meu trabalho no Vitória tem sido desenvolvido com muita atenção e depois as coisas foram acontecendo: há um ano e meio, fui convidado para a equipa B e não estava à espera; há três anos estava nos sub-17; há quatro estava nos sub-15. As coisas não aconteceram por ser o santo da casa, antes como consequência do trabalho que temos vindo a desenvolver. Não estava à espera, mas tudo isto surge de uma forma natural” – concluiu.
Foto © Vitória SC
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