Da Quaresma à Páscoa: propostas culturais com tradição religiosa no meio do património classificado

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Arte, música e celebrações religiosas identificam as propostas traçadas no programa do evento que começa amanhã (Sexta-feira, dia 20 de Março) e vai perdurar até 12 de Abril.

Para já, na organização estão o Município, as paróquias, irmandades, instituições culturais do território que, de uma forma ou outra, ajudam à promoção desta iniciativa muito virada para o turista que visita Guimarães nesta época.

O evento ‘Da Quaresma à Páscoa’ decorre de dia 20 de Março a 12 de Abril de 2026. © Direitos Reservados

“Esta programação resulta do trabalho colaborativo de um conjunto muito alargado de entidades do nosso território”, sublinhou Isabel Ferreira“Irmandades, comunidades religiosas, instituições culturais, serviços municipais e várias entidades ligadas à música reuniram esforços para celebrar um momento profundamente espiritual e identitário da nossa cidade”.

“Queremos que cada visitante, crente ou não, possa sentir a beleza e o valor cultural das nossas tradições.”

A vereadora destacou também a dimensão de descentralização e envolvimento comunitário que caracteriza a programação. “Não se trata apenas de organizar eventos, mas de criar experiências que unam património, fé e comunidade, reforçando os laços entre as instituições, as freguesias e as pessoas”, afirmou. “Queremos que cada visitante, crente ou não, possa sentir a beleza e o valor cultural das nossas tradições”.

‘A Paixão em Guimarães’ é itinerário espiritual pela cidade

Um dos momentos do programa é a exposição ‘A Paixão em Guimarães’, com início esta Sexta-feira, dia 20 de Março, contando com curadoria do professor José Carlos Miranda, que propõe um percurso simbólico por várias igrejas e espaços patrimoniais da cidade, numa exposição itinerante que mostra, por vezes, património desconhecido ou escondido.

A mostra articula obras de arte sacra, imagens e objectos litúrgicos, organizados em torno de quatro símbolos bíblicos: ‘Arca’, ‘Cordeiro’, ‘Trono’ e ‘Pelicano’, evocando a presença divina e a ideia de redenção na tradição cristã.

“São sinais da presença de Deus que atravessam séculos e continuam a pulsar no coração das nossas cidades.”

“As pessoas que visitarem Guimarães neste período têm a oportunidade de falar com os seus avós através das obras de arte religiosa que nos deixaram”, afirmou José Carlos Miranda“São sinais da presença de Deus que atravessam séculos e continuam a pulsar no coração das nossas cidades”, acrescentou.

O curador explicou que houve uma preocupação especial em facilitar a interpretação das obras. “Este ano tivemos o cuidado de acompanhar as peças com textos e referências que ajudam o público a compreender mais profundamente a mensagem destas obras”, referiu.

Celebrações religiosas entre a tradição e a participação

O programa integra também um conjunto alargado de celebrações religiosas, entre procissões, via-sacras, missas e o tradicional Compasso Pascal, envolvendo várias igrejas do centro histórico. A programação começa no Domingo, dia 22 de Março, pelas 16h00, com a solene ‘Procissão dos Santos Passos’.

Paulino Carvalho, pároco de Nossa Senhora da Oliveira, acentuou que “o sucesso destas celebrações reside na colaboração entre instituições e comunidade”.

“É através deste trabalho colectivo entre paróquias, irmandades e comunidade que conseguimos preservar e transmitir a tradição.”

“Quem quer ir depressa vai sozinho, mas quem quer ir longe vai em conjunto”, afirmou. “É através deste trabalho colectivo entre paróquias, irmandades e comunidade que conseguimos preservar e transmitir a tradição”.

O sacerdote destacou ainda a importância de tornar estas celebrações acessíveis a todos. “Procuramos que a liturgia, a música e a arte sacra permitam que qualquer pessoa, fiel ou visitante, compreenda e participe neste momento de contemplação e espiritualidade”. 

Música Religiosa em festival internacional afirma património sonoro

Um dos principais destaques da programação é o Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães, que decorre entre dia 27 de Março e 4 de Abril, com concertos em igrejas e espaços patrimoniais da cidade.

Dirigido artisticamente por César Viana, o festival reúne agrupamentos nacionais e internacionais e percorre repertórios que vão da música antiga às composições contemporâneas.

“Tivemos a preocupação de lograr uma programação que esteja à altura do património vimaranense e português.”

“Tivemos a preocupação de lograr uma programação que esteja à altura do património vimaranense e português, criando condições para que a arte se desenvolva e dialogue com estes espaços históricos”, afirmou o director artístico.

César Viana destacou ainda a dimensão cultural do evento. “É uma oportunidade de mostrar algumas das grandes criações da humanidade na área da música religiosa, interpretadas por agrupamentos de referência, num festival que já é uma verdadeira jóia de Guimarães”.

Museu de Alberto Sampaio reforça interpretação do património

Anfitrião da apresentação, o Museu de Alberto Sampaio assume também um papel central na programação, contribuindo para a valorização e interpretação do património religioso vimaranense.

“Queremos que qualquer visitante possa aceder a chaves de leitura deste riquíssimo património que as igrejas e os museus guardam.”

A directora do museu, Maria de Lurdes Rufino, explicou que a instituição quis dar um novo passo na forma de apresentar o acervo, numa forte aposta na mediação cultural. “Estamos muito preocupados com a interpretação deste património. Por isso, haverá formação para pessoas que, nas igrejas, poderão servir de guias, para além das legendas e de um pequeno catálogo que contextualiza as obras”, explicou. “Queremos que qualquer visitante possa aceder a chaves de leitura deste riquíssimo património que as igrejas e os museus guardam”.

Gastronomia, ofícios e espaço público revelam a identidade da cidade

Para além da dimensão religiosa e artística, o programa inclui ‘Fins-de-semana Gastronómicos’, ‘Oficinas de Bordado’ em espaço público, actividades educativas e iniciativas que valorizam o património imaterial e os ofícios tradicionais.

Entre as novidades está a realização de um mercado de flores, associado ao Domingo de Ramos, e a presença de bordadeiras em espaço público, numa iniciativa que pretende aproximar o saber tradicional da comunidade.

Isabel Ferreira sublinhou que estas iniciativas reforçam o papel da cidade como espaço de encontro cultural e social.

“É através destas iniciativas que reforçamos os laços afectivos com a cidade e promovemos a participação da comunidade.”

“O que pretendemos é colocar em espaço público o saber tradicional e valorizar patrimónios que fazem parte da identidade de Guimarães”, afirmou. “É através destas iniciativas que reforçamos os laços afectivos com a cidade e promovemos a participação da comunidade”.

A programação ‘Da Quaresma à Páscoa’ é organizada pelo Município de Guimarães, contando como parceiros do programa o Museu de Alberto Sampaio, responsável pela exposição ‘A Paixão em Guimarães’, e a Sociedade Musical de Guimarães, entidade promotora do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães.

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