A CDU fez o balanço do grupo municipal no seu primeiro ano de mandato e fez o mesmo no que toca à governação do PSD e CDS-PP.
“Pouco ou nada sentimos de mudança no dia-a-dia do concelho” – disse Inês Rodrigues em nome da CDU, na conferência desta tarde sobre a actividade da coligação ‘Juntos por Guimarães’ à frente do Município.
“Compreendemos o facto de este executivo estar a conhecer os dossiers e a adaptar às promessas feitas no seu compromisso eleitoral.”
E justifica: “Sabemos bem e já o afirmamos em público e na Assembleia Municipal, onde temos eleitos”. No entanto, “compreendemos o facto de este executivo estar a conhecer os dossiers e a adaptar às promessas feitas no seu compromisso eleitoral”.
Mas, esclarece a líder da bancada na Assembleia Municipal, “essa tolerância não nos impede de questionar e propor e foi isso que a CDU fez”. E de “ter uma visão diferente sobre as opções políticas para o concelho” e de como deviam estar “a ser tratados alguns dos temas mais importantes para quem vive no território”.
Inês Rodrigues considera que a Câmara Municipal, “ouviu a sua voz de denúncia”, explicando que “houve questões concretas colocadas pela CDU que deram frutos” porque “foram resolvidas rapidamente”. Mas há outras “mais difíceis de executar” e as que nem sequer “mereceram resposta”.

Todas as questões enumeradas e enviadas para a Câmara surgiram quando a CDU visitou freguesias, num roteiro denominado ‘Viver Melhor em Guimarães’, de que surgiram alertas sobre problemas que “preocupam as populações e que precisam de ser resolvidos”.
A habitação e a mobilidade são as questões macro para as quais a CDU quer ver mais soluções. Por exemplo, Inês Rodrigues, mostrou a preocupação sobre “Guimarães ter sido o concelho onde o valor das rendas mais subiu”, considerando escassa a habitação pública e a renda mais acessível promovida pelo Município, nomeadamente as 75 casas que estão a ser construídas em Azurém, ao abrigo do ‘1.º Direito’.
Lamentou não haver ainda “um levantamento das casas que estão no mercado e das que não estão” e “das novas que estão a ser construídas que não se destinam aos trabalhadores”. Sobre os prédios devolutos, também, seria “importante” conhecer quantos são. E se sobre eles recai o agravamento do IMI que a lei prevê e que não está a ser aplicado. “Não está claro para quem são as novas casas que nascem na cidade” – afirmou.
“É barato ter as casas fechadas” – atalhou Torcato Ribeiro que esteve na conferência de imprensa, desta tarde, da CDU. Denunciando que “no Centro Histórico o IMI agravado não se aplica a prédios desocupados como a lei prevê”.
Sobre as propostas enviadas ao presidente da Câmara que são preocupação da CDU, Inês Rodrigues identificou:
- Uma proposta para desatar o “nó de Silvares”, já que a actual não é eficaz;
- Outra refere-se à Veiga de Creixomil, a precisar de um plano de ordenamento que contemple medidas claras sobre as cheias do Laboratório da Paisagem;
- E a ausência de um plano de transporte para os trabalhadores das oficinas municipais;
- A eleição do executivo da Junta de Freguesia de Fermentões que trás problemas ao desenvolvimento da freguesia;
- As residências universitárias, com subida de preços na única que existe em Guimarães e cuja degradação é evidente.
“Assistimos a reuniões de Câmara brandas, com uma ausência clara de oposição.”
A CDU considera que “assistimos a reuniões de Câmara brandas, com uma ausência clara de oposição” e, por isso, “mantém-se firme na defesa dos investimentos feitos nos transportes públicos”, o “malabarismo sobre o BRT” que “desapareceu do PDM”.
O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável que a CDU não compreende porque está a ser alterado, é, também, elencado neste conjunto de temas que a coligação de PCP e Os Verdes quer ver resolvidos.
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