O Norte Conjuntura, Relatório Trimestral da CCDR-Norte, publicado, ontem, destaca o desempenho da região, no 2.º trimestre de 2026.
O emprego, as exportações, o turismo, a habitação nova, a inflação e o crédito à economia são áreas onde se registaram sinais positivos.
O emprego acelerou – num contexto de redução do desemprego e de crescimento dos salários reais -, destacando-se que cresceu nas idades mais avançadas da população, nomeadamente para os que têm 55 ou mais anos, com o sector da construção a sofrer o maior acréscimo.
As exportações cresceram 3,9% num período em que as importações se acentuaram na balança comercial. Foram cerca de 7,0 mil milhões de euros que o comércio internacional absorveu, com mais produtos a chegarem a novos destinos comerciais, pois, o contexto deste trimestre assinala um fraco crescimento nos principais parceiros comerciais.
O relatório regista um crescimento no turismo, com as dormidas a aumentarem mais no Norte (4,9%) do que no país (1,2%). A nova habitação manteve um dinamismo forte, a par com a subida das avaliações bancárias. Foram licenciados 2.435 edifícios na região com 1.924 a serem de habitação uni-familiar e 511 de actividades económicas.
A inflação voltou a acelerar, pelo impacto dos preços da energia, com a taxa a subir de 2,2% no trimestre anterior para 3,1% neste período, ainda assim abaixo da registada no país que foi de 3,3%.
No crédito à economia, a expansão mantém-se. As famílias impulsionam o crescimento enquanto diminuem os empréstimos às empresas. Aponta o relatório que o stock do crédito à economia da região aumentou 9,0% acima do crescimento nacional de 8,0%.
De realçar ainda que as indústrias com forte implantação no Norte aumentaram o seu volume de negócios mas o emprego continuou a diminuir.

A fabricação de têxteis regista sinais de melhoria na facturação com o volume de negócios a crescer 3,1% neste período. O mercado externo responde por este volume de transacções comerciais.
No que é possível ler sobre Guimarães, em concreto, neste relatório sobre o Norte é:
- Emprego registado na Segurança Social: 75.319 cidadãos (6.º concelho mais populoso), num Norte com 1.653.668 trabalhadores e com Braga (3.º) com 96.760 e Vila Nova de Famalicão (7.º) com 68.975;
- Desemprego: Guimarães tinha no final de Junho 5.580 desempregados mais Braga (4.760) e Vila Nova de Famalicão (3.680);
- Exportação de bens: com o Norte a exportar 6.970 (M€), Guimarães (379) está abaixo de Vila Nova de Famalicão (681) e acima de Braga (363), num ranking de 20 concelhos nortenhos;
- Turismo: nos 20 municípios com maior número de dormidas que totalizaram 4.301.478 neste período, Guimarães está nos cinco maiores com 112.794 (5.º), com Braga 194.628 (4.º) numa região dominada pelos concelhos do Grande Porto: 1.930.967 (Porto), 364.669 (Vila Nova de Gaia) e 178.856 (Matosinhos);
- Constituição e dissolução de empresas: a dinâmica empresarial neste período coloca Guimarães com 133 empresas (novas) e 27 dissolvidas, o que dá um saldo de 106; Vila Nova de Famalicão está acima com a criação de 172 e 33 dissolvidas, o que dá um saldo de 139; mais acima está Braga com 284 novas empresas criadas de Janeiro a Junho deste ano e 59 dissolvidas, o que dá um saldo de 225. No Norte foram constituídas 3.900 empresas e 939 fecharam as portas, o que dá um saldo de 2.961.
“Os dados evidenciam uma economia regional resiliente, capaz de continuar a criar emprego, aumentar rendimentos e gerar oportunidades em todo o território” – declarou Álvaro Santos, presidente da CCDR-Norte. E concluiu que “apesar da persistência de desafios económicos à escala internacional, o Norte mantém uma trajectória de crescimento sustentado e de reforço da sua competitividade”.
Norte Conjuntura, disponível: aqui.
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