Álvaro Santos: “Guimarães é um excelente modelo de aplicação dos fundos europeus”

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Incluído no ‘Roteiro pela Inovação’ que a CCDR-Norte está a promover pela região, Guimarães mostrou a Álvaro Santos e aos seus vice-presidentes, “os projectos que bem podem servir de exemplo ao país”, no âmbito do Norte 2030.

Uma visita que constatou “uma revolução tranquila” num “Município que já fez o trabalho de casa bem feito, o que demonstra ambição”, na execução de um conjunto de projectos que colocam “Guimarães no bom caminho”, como “um excelente modelo de aplicação dos fundos europeus”.

Álvaro Santos sublinhou até a qualidade “de bom aluno” na planificação de investimentos com apoios comunitários, dando nota das “perspectivas de ambição da Câmara presidida por Ricardo Araújo para o próximo ciclo de fundos europeus”.

A visita às antigas fábricas têxteis do Alto, em Pevidém, do Arquinho, no coração da cidade, transformadas em pólos de inovação tecnológica e investigação aero-espacial, ao Laboratório da Paisagem e à Universidade do Minho, fazem parte da estratégia de investimento em Guimarães que já mobilizou, em 90 operações mais de 113,77 milhões de euros, sendo 61,53 milhões em fundos europeus aprovados (54,1% do investimento total), dando “visibilidade aos resultados concretos do Norte 2030 nos territórios”.

“Mostrámos à CCDR-Norte que não nos limitamos a gerir o presente: já temos a estratégia delineada para o futuro através do ‘Create in Guimarães’, do futuro Jardim Botânico Afonso I e da expansão das áreas de acolhimento empresarial.”

Ricardo Araújo, destacou que “Guimarães tem em execução obras determinantes do PT 2030, desde o supercomputador em Azurém até à reconversão do nosso património fabril, como a Fábrica do Arquinho – futura sede do sector aero-espacial com o TECH-G – e a Fábrica do Alto, onde nascerá a primeira unidade de satélites ópticos do país. Mostrámos à CCDR-Norte que não nos limitamos a gerir o presente: já temos a estratégia delineada para o futuro através do ‘Create in Guimarães’, do futuro Jardim Botânico Afonso I e da expansão das áreas de acolhimento empresarial”. É um “alinhamento” perfeito com a estratégia do Norte 2030 e aproveitando “os fundos europeus como motor da competitividade regional”.

Referiu-se ainda ao “dinamismo” do investimento entre o sector público e privado, ambos de 45 milhões. Depois do “esforço muito grande” para cumprir com as metas do PRR, o presidente da Câmara afirmou que a prioridade é “acelerar os projectos do PT 2030”.

Recorde-se que a CCDR-Norte salienta que “o Município de Guimarães surge como o principal beneficiário em termos de volume financeiro, concentrando 58,47 milhões de euros de investimento aprovado e 35,71 milhões de euros de fundos europeus, distribuídos por 14 operações estruturantes para o desenvolvimento do concelho”.

O presidente da CCDR-Norte mostrou-se satisfeito com os projectos e a dinâmica de Guimarães. © Direitos Reservados

A antiga fábrica do Arquinho, será a futura sede do TECH-G – Centro de Investigação Aero-espacial e Fibrenamics, investimento estruturante que permitirá acolher actividades de investigação, inovação e transferência de conhecimento nas áreas do espaço e dos materiais avançados.

O trabalho desenvolvido pelo Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA) e o projecto do futuro Data Center, investimentos que reforçam o posicionamento de Guimarães e da região Norte nas áreas da computação avançada, da inovação tecnológica, da investigação científica e da atracção de investimento, são mais exemplos de como a Universidade do Minho e os seus interfaces aumentam a sua capacidade no eco-sistema de inovação instalado em torno do campus de Azurém, perseguindo o objectivo de encurtar a distância do relacionamento com a economia real e as empresas.

No Laboratório da Paisagem, a comitiva da CCDR-Norte tomou nota do que se faz na  promoção da sustentabilidade urbana, da acção climática e da bio-diversidade, áreas que são marcas da estratégia ambiental de Guimarães, contribuindo para a afirmação do concelho como uma referência europeia na transição verde e para o reconhecimento da cidade através da distinção de Capital Verde Europeia 2026.

© 2026 Guimarães, agora!


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