A associação ambientalista AVE assinala o quinto aniversário da entrada em vigor, do Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano (Lei n.º 59/2021).
E lembra “a importância das árvores em contexto urbano manifestando publicamente a sua apreensão para com algumas práticas de gestão do arvoredo urbano em Guimarães que não respeitam os objectivos e normas do respectivo Regulamento Municipal”.
“Os serviços que as árvores prestam à ecologia e metabolismo urbanos são cada vez mais reconhecidos e valorizados nas diversas estratégias europeias e nacionais, mas nem sempre o seu valor é devidamente ponderado no seu planeamento e gestão, pesando menos na balança que os constrangimentos que causam, pelo que se apela à sensibilidade ambiental e perspectiva de sustentabilidade que o valor e o ciclo de vida das árvores exigem” – sustenta a AVE em comunicado.

Acrescenta que tem acompanhado o planeamento e gestão do arvoredo urbano em Guimarães, e destaca três práticas que merecem especial atenção:
- Abates sem a devida comunicação prévia, ou em desrespeito com a antecedência mínima de 10 dias úteis;
- Podas que não respeitam as orientações técnicas do Guia do ICNF e do Regulamento Municipal, nomeadamente em relação à época, à técnica do corte e à justificação técnica da intervenção;
- Práticas de manutenção dos espaços verdes que mutilam e condenam as jovens árvores a uma vida débil e mais curta.
“Estas apreensões e respectivos pedidos de esclarecimentos foram já comunicadas à Câmara Municipal e ao Gabinete de Gestão do Arvoredo do Laboratório da Paisagem”, refere a associação que anuncia para o início do próximo ano, aquando do segundo aniversário do Regulamento Municipal de Gestão do Arvoredo Urbano, uma nova avaliação da versão final do documento e fazer um balanço da sua implementação neste período.
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