- 1 | MOÇAMBIQUE:
Um vídeo nas redes sociais partilhado com a Amnistia Internacional e confirmado pela polícia moçambicana mostra um agente, à civil, a disparar contra um homem – posteriormente identificado como Narciso Castigo Sambo (também conhecido como Macovo) – depois de ter sido imobilizado por outros agentes, a 18 de julho. A propósito deste vídeo, Tigere Chagutah, da Amnistia Internacional, defendeu que “o assassinato de Macovo, à semelhança de uma execução, depois de imobilizado, constitui uma violação flagrante do direito à vida consagrado na Constituição de Moçambique. Constitui também uma violação dos tratados internacionais e regionais de direitos humanos de que Moçambique é parte”.
- 2 | UNIÃO EUROPEIA:
É mais do que vergonhosa a recusa persistente da União Europeia (UE) em suspender o seu Acordo de Associação com Israel, afirma a diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, perante a notícia de que falhou um entendimento, no Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros de 13 de julho, para restringir o comércio com os colonatos ilegais israelitas. Os países empenhados em defender o direito internacional não podem ficar em silêncio enquanto outros minam os princípios que afirmam defender.
- 3 | LÍBANO:
Três ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, em março de 2026, que mataram 24 civis – 12 dos quais crianças – e exterminaram famílias, devem ser investigados como crimes de guerra. A organização investigou três ataques israelitas que destruíram habitações civis no bairro de al-Thakana, no distrito de Tiro, na aldeia de Irkay, no distrito de Saida, e no bairro de al-Rahbat, no distrito de Nabatieh, nos dias 6, 12 e 13 de março, respetivamente. Entre os mortos contavam-se 12 crianças, com idades compreendidas entre os cinco e os 16 anos, seis mulheres – incluindo uma grávida – e seis homens. Pelo menos outras 18 pessoas ficaram também feridas.
- 4 | IRÃO:
Em janeiro, as forças de segurança iranianas levaram a cabo execuções em massa ilegais a uma escala sem precedentes, para reprimir os protestos que exigiam dignidade, liberdade e o fim do sistema da República Islâmica. Mataram milhares de manifestantes e transeuntes entre 8 e 9 de janeiro de 2026. Diana Eltahawy, diretora regional adjunta para o Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional, afirmou, para assinalar a data, que “seis meses depois de as forças de segurança do Irão terem matado ilegalmente milhares de homens, mulheres e crianças em todo o país, a incapacidade da comunidade internacional de tomar medidas significativas para garantir que seja feita justiça internacional é indefensável”.
- 5 | PALESTINA:
As autoridades israelitas devem libertar imediatamente o pediatra palestiniano e diretor do hospital Kamal Adwan, Dr. Hussam Abu Safiya, detido arbitrariamente. O apelo surge na sequência de relatos de um advogado que visitou Abu Safiya, segundo os quais existe uma ameaça iminente à sua vida, como consequência da tortura e de outros maus-tratos que tem vindo a sofrer sob custódia israelita. O Dr. Hussam Abu Safiya encontra-se detido arbitrariamente em prisões israelitas desde 27 de dezembro de 2024 – há mais de 18 meses – sem acusação nem julgamento, data em que foi detido enquanto prestava serviço no seu hospital, na cidade de Gaza.
Foto © Robert Price

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