Há teatro em Guimarães! É tempo dos ‘Festivais Gil Vicente’, uma iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães, A Oficina e o Círculo de Arte e Recreio (CAR).
Mas, esta edição pode “marcar a necessidade de uma permanente renovação”; inclusive para tornar mais forte “o seu ideário motivacional e simbólico”.
Por isso, os espectáculos da programação incluem “várias experiências que ainda não são a transformação do modelo mais recente mas o sinal de uma contínua procura”.
Os festivais têm uma particularidade diferente de outras edições: a de contemplar ‘Criações em Curso’, dos alunos da Universidade do Minho, que frequentam as artes perfomativas, cujas aulas são dadas no Teatro Jordão. E cuja presença nos festivais pode vir a acentuar-se no futuro próximo.
Há, também, novas formas de trabalhar o teatro que já não corresponde a juntar o elenco e o ensaiador num espaço qualquer de uma colectividade concelhia.
Este festival tem dois exemplos: o que será apresentado pela ‘Formiga Atómica’ que incluirá actores vimaranenses; e o ‘Gatilho da Felicidade’ que, hoje, abre a edição dos Festivais Gil Vicente, em que Ana Borralho e João Galante mostram o trabalho feito com 12 jovens que estudam ou vivem em Guimarães.
Outro sinal de mudança mas, também, de herança é o regresso à ribalta dos Festivais do TERB – Teatro de Ensaio Raúl Brandão, fundado por Santos Simões no CAR – Círculo de Arte e Recreio, há décadas. O TERB junta-se à jovem companhia N.A.V.I.O.
Os espectáculos começam no dia 4 de Junho e vão perdurar até ao dia 13 de Junho. São 12, as peças que vão ocupar as salas do Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG), o CAR, Teatro Jordão, Convívio e Centro Cultural Vila Flor (CCVF).
Há grupos e artistas diversos para cada espectáculo: Ana Borralho e João Galante, apresentam o ‘Gatilho da Felicidade’, com 12 jovens adultos (18-23 anos), residentes em Guimarães; a companhia N.A.V.I.O em parceria com o TERB – Teatro de Ensaio Raúl Brandão, interpretam a peça ‘Pela Boca Morre’, ao jeito de uma tertúlia para brincar ao valor que atribuímos à informação. Este espectáculo repete-se a 5 e 12 de Junho, na sede do CAR e no café concerto.
Há um ‘Álbum de Família’ para Lúcia Pires – dividida entre cinema e teatro – mostrar no pequeno auditório do CCVF.
Grilo e Maria José dão força a um espectáculo que é um IVU’KAR que dá à estampa conversas de um diário escrito. ‘Só mais um Gaivota’, uma criação de António Tchékhov, pelo grupo ‘Formiga Atómica’, tem palco no Teatro Jordão.

‘Unreliable Narrator’ é fruto da artista que pertence à companhia belga de NTGente que e que lecciona em Guimarães master-classes cujos textos serão apresentados no salão nobre do Convívio.
Isabél Zuaa – uma artista afro-saloia – apresenta um espectáculo que é um concerto pop-ritualístico, no pequeno auditório do CCVF, com histórias sobre a multi-culturalidade.
Venceu a 8.ª edição da bolsa ‘Amélia Rey Colaço’, é uma criação de Luísa Guerra e intitula-se TOSHiiB4, cujo entrego atravessa o papel da sexualidade na era digital.
No último dia, à tarde, do festival, o Colectivo 84 apresenta ‘Espalhar Fel’, uma nova criação do autor e encenador Michael de Oliveira, num formato audio-walk. Esta peça será exibida no latim do Palácio Vila Flor.
E o festival encerra com ‘Tudo em Avignon e Eu aqui’, uma produção do Teatro Oficina. Participa a actriz vimaranense Rebeca Cunha.
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