CVE 2026: Ricardo Araújo quer Guimarães “uma cidade mais verde, mais justa e mais resiliente”

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Guimarães passou a respirar o ar da Capital Verde Europeia (CVE 2026) que começou, esta manhã, no Teatro Jordão, depois das 10h30. 

O presidente da Câmara, acentuou a importância da CVE 2026 que “representa um compromisso firme e duradouro com os cidadãos de Guimarães, com a Europa e com as gerações futuras”, uma dimensão que vai para além do simbolismo do prémio.

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Porém, Ricardo Araújo, fez outras leituras da celebração. Uma delas é que sendo Guimarães uma cidade de média dimensão, o facto de ser Capital Verde este ano significa que “o futuro da Europa constrói-se nas cidades, em todas as cidades, independentemente da sua dimensão”. E que “a liderança climática não pertence apenas às grandes metrópoles” mas, também, “aos territórios próximos das pessoas, onde as políticas públicas têm rosto, onde as decisões se traduzem rapidamente em qualidade de vida e onde a transformação é sentida no quotidiano”.

“Este reconhecimento europeu não é um ponto de chegada, mas antes um compromisso. Um compromisso que nos exige coerência entre discurso e acção, ambição sustentada no tempo e coragem política para fazer diferente” – acentuou depois.

“Guimarães é uma cidade com uma história longa e identitária e do Berço de Portugal, declaramos, hoje, que preservar o passado é inseparável de cuidar do futuro.”

Noutra leitura sobre o facto de a cidade ser Capital Verde Europeia, o presidente da Câmara ilustra bem que “Guimarães é uma cidade com uma história longa e identitária e do Berço de Portugal, declaramos, hoje, que preservar o passado é inseparável de cuidar do futuro”.

Por isso, a Capital Verde Europeia demonstra que “cidades com raízes históricas profundas podem ser, simultaneamente, laboratórios vivos de inovação, sustentabilidade e coesão social, mas também exemplos inspiradores para outras cidades europeias”.

Reafirma e sublinha que “esta distinção é, acima de tudo, fruto do empenho colectivo da nossa comunidade. Pertence aos cidadãos, às instituições, às organizações, às escolas, às empresas, às associações e a todos os que, com responsabilidade e visão, constroem diariamente um território mais sustentável”.

Justifica que “a ambição ambiental só se concretiza quando é partilhada, quando se transforma num desígnio comum e quando se traduz em acção concreta em benefício do planeta, seguramente, mas igualmente, em benefício de todos”.

Espera-se que a CVE 2026 seja mais do que um processo para se tornar numa boa prática ambiental. © GA!

Deu força “à visão de Guimarães – clara e inequívoca – pois, desejamos permanentemente confirmarmo-nos como uma cidade mais verde, mais justa e mais resiliente; uma verdadeira cidade de um só planeta. Queremos viver dentro dos limites ecológicos do território, mas garantindo simultaneamente qualidade de vida, desenvolvimento económico, justiça social e oportunidades para todos”.

Ricardo Araújo dá foco à política ambiental do Município. “Um investimento consistente na transição energética e na sua eficiência e até na redução das emissões. Dessa política faz parte a valorização e expansão dos espaços verdes urbanos, promovendo a biodiversidade; na mobilidade urbana sustentável, baseada em modos suaves e num transporte público totalmente descarbonizado; e numa economia circular que reduz resíduos e promove padrões de consumo responsáveis. Mas sabemos que a sustentabilidade não é apenas ambiental. É, acima de tudo, humana” – vincou.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara reforçou que a Capital Verde Europeia “coloca a justiça social no centro da transição ecológica”, defendendo que “a acção climática só é e só será bem-sucedida se gerar oportunidades, reduzir desigualdades e melhorar o bem-estar colectivo”

“Não há futuro sustentável sem cidadãos informados, envolvidos e mais capacitados.”

Destacou que “em Guimarães, acreditamos que não há transição sem participação democrática, educação, ciência e inovação. Não há futuro sustentável sem cidadãos informados, envolvidos e mais capacitados”.

E como é este espírito que “nos distingue, esta capacidade de unir pessoas muito diferentes em torno de um propósito comum” que a política e prática ambiental andam de mãos dadas, porque “não há distância entre quem investiga e quem cuida do território; entre quem decide políticas públicas e quem planta uma árvore; entre quem inova na economia e quem transforma comportamentos no dia-a-dia. Existe um consenso político e social claro, o de que este caminho exige tempo, estabilidade e responsabilidade partilhada”.

Classifica a Capital Verde Europeia como “um projecto de Guimarães e dos vimaranenses. Todos contam. Todos fazem falta. Todos fazem parte”.

Manifestou o desejo de querer “inspirar Portugal e inspirar outras cidades europeias”, definindo para as cidades de média dimensão “o papel de motores da transição climática, espaços de experimentação de políticas públicas eficazes e territórios onde sustentabilidade significa qualidade de vida, competitividade económica e felicidade colectiva” – concluiu.

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© 2026 Guimarães, agora!


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