Vitória: grupo de sócios pede documentação sobre a vida financeira do clube e da SAD

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Fizeram uma lista, pedindo relato financeiro e fiscal, pareceres do conselho-fiscal, mapa de endividamento. Também compromissos contratuais e operacionais, responsabilidades e custos operacionais.

São cinco grupos de informações do tipo económico-financeiro que devem ser facultados entre todas “as potenciais listas concorrentes” às próximas eleições.

“Este momento exige de todos os sócios, dirigentes e candidatos o mesmo compromisso: estar à altura da instituição que servimos.”

Num ‘manifesto’ intitulado “pela seriedade, pela dignidade e pelo Vitória” um grupo de 25 sócios encabeçado por Diogo Baptista Antunes, entende que “este momento exige de todos os sócios, dirigentes e candidatos o mesmo compromisso: estar à altura da instituição que servimos”.

E “estar à altura significa, antes de mais, agir com verdade, reconhecer que nenhum projecto sério se constrói sobre informação incompleta, e que nenhum voto livre se exerce sobre realidade desconhecida”.

Universo vitoriano defronta-se com uma crise com contornos inesperados. © GA!

Acrescentam que “compreender que a transparência é dever estatutário, exigência ética e a primeira forma de respeito por quem, ao longo de gerações, sustentou o Vitória com sacrifício e paixão”.

No ‘manifesto’ pode ler-se, ainda, que “ser vitoriano é, antes de tudo, uma forma de estar. É lealdade sem subserviência. É amor traduzido em responsabilidade. E a responsabilidade, nesta hora, chama-se transparência”.

“O Vitória atravessou momentos mais difíceis do que este, e de todos saiu maior, porque em todos houve sócios à altura da causa. Que esta hora não seja excepção.”

Os 25 sócios – hoje já são 109 pela adesão a este pedido – lembram que “na sua história, o Vitória atravessou momentos mais difíceis do que este, e de todos saiu maior, porque em todos houve sócios à altura da causa. Que esta hora não seja excepção. Que dela saíamos com um clube mais sólido, mais coeso e mais respeitado, porque foi conduzido com a seriedade que o Vitória merece”.

E justificam que “este pedido não traduz desconfiança. Traduz o seu oposto: é um acto de confiança nas instituições do clube e na seriedade de quem as serve. É a convicção de que a dignidade com que se serve o clube se confirma na dignidade com que dele nos despedimos. E é a certeza de que o conselho-fiscal, que publicamente se comprometeu a reforçar a sua missão de supervisão, encontrará neste pedido a continuação desse compromisso”.

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