Vitória: António Miguel Cardoso apresenta demissão e não disputa novas eleições

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Foi como quem quis cumprir uma promessa. A demissão justifica-se na não obtenção do 5.º lugar. Mas, quatro anos e meio depois da sua eleição, António Miguel Cardoso fecha o seu ciclo no Vitória, quando fez o seu próprio balanço que “engrandeceu o clube a vários níveis” como “um trabalho de equipa num contexto de dificuldades financeiras”.

“Agradeço” foi a palavra mais lida no seu discurso de resignação: um agradecimento aos sócios, à formação – “um dos principais desígnios da minha direcção – e aos títulos e recordes estabelecidos, com vários jogadores a serem convocados às selecções jovens”.

E citou mesmo Martim Zeega e Santiago Verdi que foram campeões europeus e campeões mundiais ao serviço da Selecção Nacional sub-17; Tomás Händel, João Mendes, Alberto Costa, Miguel Maga, Diogo Sousa, Gonçalo Nogueira, Noah Saviolo e Miguel Nogueira foram apontados como exemplos de jogadores promovidos que chegaram à equipa principal.

O futebol profissional também recebeu agradecimentos pelos êxitos acumulados pela equipa A e pela equipa B, somando três apuramentos europeus consecutivos entre 2022 e 2024 e a conquista da Taça da Liga – o terceiro título da história do clube.

“O clube está por fim em condições de recolher importantes frutos dessa aposta na formação, tanto no presente como no futuro.”

António Miguel Cardoso despede-se com a convicção de que “a partir de agora, sim, o clube está por fim em condições de recolher importantes frutos dessa aposta na formação, tanto no presente como no futuro”.

Miguel Maga também, recebeu um “agradeço” especial pela sua “lealdade, o empenho e a dedicação ao Vitória”, o único jogador que “esteve com esta direcção desde o início do mandato, sendo para mim o melhor exemplo do que é um atleta profissional de futebol”.

Um adeus prematuro ao Vitória Sport Clube e antes do fim do mandato. © GA!

Com este “agradeço” foram honrados “o futebol feminino, todos os dirigentes, treinadores e atletas das modalidades, os colaboradores do Vitória, em especial, ao Bruno Matos que muito me ajudou a idealizar e a concretizar uma visão”. Nuno Leite, José Eduardo Viamonte, Rui Rodrigues, Silvério Alves e Pedro Meireles que foram directores consigo, também, foram lembrados.

“É um orgulho ter liderado a direcção do Vitória que teve os melhores resultados de sempre e que já não constaram no livro que relata os 100 anos do clube.”

O presidente demissionário salientou ainda sobre o que fez “foi tanto em tão pouco tempo”. E que motivou a afirmação de que “é um orgulho ter liderado a direcção do Vitória que teve os melhores resultados de sempre e que já não constaram no livro que relata os 100 anos do clube, completados em 2022”.

E como “todas as etapas têm um princípio, um meio e um fim”, António Miguel Cardoso foi claro ao afirmar que “não serei candidato nas próximas eleições”.

Vai gerir o Vitória até novos dirigentes tomarem posse “com responsabilidade, com um foco claro no equilíbrio desportivo e financeiro, tendo como objectivo encerrar o exercício com contas equilibradas”.

E concluiu: “A minha paixão e amor pelo clube vão manter-se, de resto, para sempre”, na bancada e como associado.

Uma nota final, o departamento de comunicação do Vitória esclarece que não há qualquer data firmada e assente para novas eleições.

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