O que se conhece do negócio da venda de 49,9% do capital da TAP à companhia alemã da Lufthansa, tem uma coisa boa: a valorização do Porto e do aeroporto Francisco Sá Carneiro na operação comercial.
Para além de outras vantagens do negócio, este que faz do Porto a segunda base da companhia vem responder aos desejos das empresas exportadoras e de passageiros que não viam com bons olhos a sobrevalorização da Portela em relação ao resto do país, numa região em que a economia dependia de melhores condições de ligação ao mundo.
Recorde-se que a Lufthansa ofereceu €1.201 milhões por 49,9% do capital da TAP, mais 16% do que os €1.038 milhões oferecidos pela Air France/KLM. E nas contrapartidas oferecidas, ficou clara a aposta no aeroporto do Porto, como segunda base, e no plano avançado para uma nova fase privatização, face à concorrente franco-neerlandesa, numa oferta que avalia a TAP em €2.554 milhões.
A segunda fase de privatização, com a venda dos restantes 50,1%, ainda sem data prevista, pode acontecer num horizonte até Julho de 2028. E se acontecer nos moldes acordados, o Estado irá receber até 2040 entre acções e dividendos da Lufthansa 1.400 milhões de euros, o que permitiria ao Estado receber pela companhia 3.400 milhões de euros.
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