O Instituto de Teranóstica do Alto Ave (ITAAVE), é um projecto que aproxima diagnóstico, tratamento e investigação científica e reforça a projecção de Guimarães, no território e além-fronteiras.
Ficará instalado no Hospital da Senhora da Oliveira e representa um investimento estimado em 43 milhões de euros. A criação de uma unidade avançada de teranóstica e medicina nuclear está associada a este instituto que vai permitir exames que identifiquem as características específicas de uma doença com tratamentos dirigidos, procurando tornar a abordagem terapêutica mais precisa e personalizada, nomeadamente na área oncológica.
A posição de Guimarães na área da saúde, da investigação científica e da inovação sai reforçada quando se procura estruturar um Eco-Sistema Colaborativo e Multimodal em Saúde no Alto Ave.
O memorando que dá vida ao ITAAVE foi assinado, pelos parceiros envolvidos na sua concretização, no decorrer das ‘IV Jornadas Estruturação do Ecossistema Colaborativo e Multimodal em Saúde do Alto Ave’, realizadas na semana passada, no Teatro Jordão.
O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, destacou o alcance do projecto para o futuro do concelho, sublinhando que a sua concretização poderá reforçar a capacidade de Guimarães para acolher conhecimento especializado, criar emprego qualificado e afirmar-se numa área de elevado valor científico e tecnológico.
E colocou a saúde como uma prioridade estratégica da Câmara, defendendo uma visão de desenvolvimento sustentável em que a inovação científica contribua para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas.”
“Não há desenvolvimento verdadeiramente sustentável sem comunidades saudáveis. Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas”, afirmou.
A importância de termos de “criar condições para atrair conhecimento especializado, gerar emprego qualificado e reforçar a projecção de Guimarães nas áreas da ciência e da inovação” foi sublinhada neste evento até pela possibilidade que abre de criar 63 postos de trabalho directos e 20 indirectos, e de enquanto projecto único dá a oportunidade de consolidar a ambição de afirmar Guimarães “do Berço da Nação ao Berço da Inovação”.
Álvaro Santos, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), enfatizou a importância de transformar o conhecimento produzido na região em melhores serviços, novas actividades económicas e maior valor acrescentado.
“Um dos nossos principais desafios continua a ser o de reforçar a ligação entre diferentes capacidades, assegurando que o conhecimento produzido se transforma em melhores serviços, em novas actividades económicas, em emprego qualificado e em maior valor acrescentado para a nossa região”, afirmou.

Salientou ainda que “a excelência científica e tecnológica não tem de estar concentrada nos grandes centros urbanos”, enquadrando o ITAAVE numa visão de desenvolvimento regional mais equilibrado, alinhada com as prioridades da Estratégia Norte 2040.
Pedro Guimarães Cunha, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULS Alto Ave), apresentou o projecto como uma nova capacidade clínica e científica a desenvolver a partir do Hospital da Senhora da Oliveira.
O instituto pretende integrar teranóstica e medicina nuclear numa estrutura que articule diagnóstico, terapêutica, investigação, desenvolvimento e formação, reforçando a capacidade de resposta na abordagem de doenças como o cancro.
“É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde.”
Acrescenta que é fundamental que esta nova capacidade se desenvolva com elevados padrões de qualidade e segurança e com ligação ao sistema público de saúde. “É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde”.
As jornadas reuniram mais de 30 parceiros, entre instituições de saúde, municípios, universidades, centros de investigação, escolas e entidades empresariais, num programa dedicado aos desafios presentes e futuros do sector. Ao longo do dia, foram debatidos temas como investigação e desenvolvimento em saúde, inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade e simulação clínica.
A assinatura do memorando formalizou o compromisso entre a ULS Alto Ave, a CCDR-Norte, o Grupo ISOPOR e a AVANÇO para a implementação do ITAAVE.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.



