O Paço dos Duques de Bragança vai dar início ao processo de conservação e o restauro de duas peças de excepcional valor histórico e artístico da sua coleção de porcelana chinesa, reforçando o compromisso da instituição com a preservação, investigação e valorização do património cultural.
As obras seleccionadas são uma Taça ‘Ming’, produzida nos célebres fornos de Jingdezhen durante a Dinastia Ming, no reinado do imperador Jiajing (1522–1566), e um Pote Sentinela, fabricado na China entre 1770 e 1790, durante a Dinastia Qing, no reinado do imperador Qianlong.
“O Pote Sentinela, produzido cerca de dois séculos mais tarde, ilustra o elevado refinamento estético e a qualidade de execução que caracterizam a porcelana do período Qianlong.”
“Estas duas porcelanas constituem testemunhos notáveis de dois dos mais importantes períodos da produção de porcelana chinesa. A Taça, proveniente de Jingdezhen, cidade reconhecida como a ‘Capital da Porcelana’, evidencia a excelência técnica e artística alcançada durante a Dinastia Ming. O Pote Sentinela, produzido cerca de dois séculos mais tarde, ilustra o elevado refinamento estético e a qualidade de execução que caracterizam a porcelana do período Qianlong, considerado um dos momentos áureos da Dinastia Qing” – salienta um comunicado do Paço dos Duques.
Uma equipa especializada conduzirá a intervenção que tem como principal objectivo “garantir a sua estabilidade física, travar os processos de degradação e assegurar a sua preservação a longo prazo”.

Os trabalhos permitirão, também, aprofundar o conhecimento sobre os materiais compositivos, as técnicas de fabrico e o historial de conservação destes objectos, contribuindo para a investigação científica e para a valorização da colecção.
Milton Dias Pacheco, director do Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de São Miguel do Castelo, justifica que os programas de conservação e restauro em curso no Paço dos Duques constituem uma oportunidade para reforçar a investigação e valorização da sua colecção de porcelana chinesa, articulando o trabalho especializado da equipa com uma política de mecenato orientada para a salvaguarda do património.
“Este processo deverá igualmente favorecer a criação de redes de cooperação com instituições museológicas portuguesas e universidades chinesas, abrindo caminho a futuras parcerias científicas e à organização de um colóquio dedicado à partilha dos trabalhos realizados e à definição de novas linhas de investigação” – destaca ainda o comunicado.
Recorde-se que depois de concluído o restauro as duas porcelanas regressarão à exposição permanente do Paço dos Duques, onde voltarão a estar acessíveis aos visitantes, permitindo apreciar exemplares notáveis da porcelana chinesa e compreender a importância da conservação e do restauro na salvaguarda do património cultural.
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