São 11 anos de um festival que marca presença regular na programação cultural vimaranense. Mais do que mostrar-se numa sala e num concerto formal, o ‘Guimarães Allegro’ vai para a rua, animando praças no património edificado e no ‘miolo’ do centro histórico.
“Quebra barreiras ideológicas e democratizar o acesso” a uma música pretensamente de élite. Domingos Castro, da Sociedade Musical de Guimarães, acentua “os pilares que têm definido a identidade do festival desde a sua primeira edição”. E que procura aproximar o público de “um património artístico extraordinário”.
“Retirar a música clássica do contexto exclusivo da sala de concertos e levá-la a espaços que dialogam com ela.”
Ligar a música ao património da humanidade, é cumprir com “o objectivo de retirar a música clássica do contexto exclusivo da sala de concertos e levá-la a espaços que dialogam com ela, valorizando simultaneamente o património vimaranense e proporcionando experiências artísticas diferenciadas”.
O ‘Guimarães Allegro’ é, também, uma oportunidade para “a valorização dos jovens músicos em início de carreira, da região e de todo o país”, uma vez que o festival está associado ao ‘Prémio Jovens Músicos’, da Antena 2, o que transforma-o numa plataforma de acesso fácil a “um palco de excelência a intérpretes que representam o futuro da música em Portugal”.

E assume uma descentralização de espectáculos, fora da cidade, chegando a novos palcos do concelho nomeadamente a Airão São João e às Caldas das Taipas, reforçando “a convicção de que a cultura deve estar próxima das pessoas e distribuída por todo o território”.
“Pretende continuar a ser uma porta de entrada para quem assiste, pela primeira vez, a um concerto de música erudita.”
Domingos Castro, crê que “o festival afirma-se, uma vez mais, como um projecto assumidamente disruptivo, que desafia formatos, aproxima públicos e cria novas formas de encontro entre artistas e comunidade. Pretende continuar a ser uma porta de entrada para quem assiste, pela primeira vez, a um concerto de música erudita” – simultaneamente “exigente e acessível, profundamente artística e verdadeiramente inclusiva, sem abdicar da qualidade artística que caracteriza a sua programação”.
Isabel Ferreira, vereadora da Cultura, considera o ‘Guimarães Allegro’ uma “forma interessante de abraçar as praças, chegar a outros públicos, com uma vasta programação”.
O festival começa, hoje, e tem uma duração de três dias:
- São 16 espectáculos em 11 espaços diferentes;
- Têm horários diferenciados, entre as 10h00 e 22h00;
- Há quintetos e ensemble de trompete das bandas de música de Moreira de Cónegos e de Caldas das Taipas;
- Envolve vários grupos locais: Jovens Solistas e Orquestra Infantil do Conservatório de Guimarães, Quarteto de Cordas;
- O pátio do Paço dos Duques de Bragança, o salão nobre da Sociedade Martins Sarmento, a igreja de Airão São João, largo de Donães, mercado municipal, salão nobre da Sociedade Musical de Guimarães, Poli-desportivo da Taipas Termal, largo da Oliveira, Biblioteca Raúl Brandão, claustros do Convento de Santa Clara, Posto de Turismo, Museu de Alberto Sampaio, largo da Oliveira, praceta da Garagem Avenida, são os locais escolhidos para os espectáculos.
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