Vieram de Portugal, Espanha, México, Peru, Colômbia e Chile, formavam 17 tunas e os cerca de mil participantes andaram por Mondim de Basto, Vizela, Póvoa de Lanhoso e Fafe, como tem sido habitual.
O EITA – Encontro Internacional de Tunas Académica, ao longo de sete dias e tendo Guimarães como palco principal do evento, acaba por ter uma audiência a rondar os 15 mil espectadores, consolidando-se como um dos maiores encontros internacionais dedicados à cultura da Tuna.
O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) acolheu o momento institucional que assinalou a recepção às 17 tunas participantes na edição mais ambiciosa de sempre do festival. Na sessão inaugural, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, deu as boas-vindas às comitivas internacionais, sublinhando o orgulho em receber um evento que reforça a vocação cultural e internacional do concelho.
“Recebemos vozes, instrumentos, tradições e formas diferentes de viver a música.”
“Durante estes dias, a nossa cidade transforma-se num verdadeiro ponto de encontro entre povos, culturas e tradições”, afirmou considerando que o EITA traduz a capacidade de Guimarães para aproximar pessoas através da cultura e da música. “Recebemos vozes, instrumentos, tradições e formas diferentes de viver a música. É essa partilha que dá ainda mais vida à nossa cidade e projecta Guimarães como um território de cultura, património e hospitalidade”, salientou.
A identidade de Guimarães constrói-se precisamente no equilíbrio entre a preservação da sua história e a capacidade de acolher novas culturas e novos olhares. “Guimarães sabe respeitar o legado que recebeu, mas tem também a ambição de continuar a crescer e a abrir-se ao mundo”, afirmou.
O director do EITA, Paulo Gonçalves, agradeceu o apoio do Município e, em particular, ao presidente da Câmara, por acreditar no projecto e acompanhar o crescimento de um festival que, ano após ano, tem vindo a afirmar-se no panorama internacional. Defendendo que o EITA é muito mais do que um festival de tunas, descreveu-o como “um espaço de encontro, partilha, amizade e diplomacia cultural entre povos”.
“Continuar a fazer do EITA uma referência internacional na promoção da cultura da Tuna.”
Com os olhos postos no futuro, Paulo Gonçalves assumiu a ambição de “continuar a fazer do EITA uma referência internacional na promoção da cultura da Tuna”, defendendo que Guimarães reúne todas as condições para se afirmar como a sua capital. O director manifestou ainda o desejo de ver esta tradição reconhecida como Património Cultural de Portugal, reforçando a importância da sua preservação e valorização para as gerações futuras.
Sob o mote ‘O Património por Descobrir’, o EITA decorre até dia 30 de Junho, afirmando-se como um dos maiores encontros internacionais dedicados à cultura da Tuna e à tradição académica ibero-americana, projetando Guimarães como um território de encontro, partilha e valorização da cultura académica.
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