“Este projecto terá um grande sucesso e terá sido um êxito se no futuro Guimarães for o local onde há mais investimento”

| O montante dos investimentos, o seu financiamento e o mérito do plano em 2025 |

O plano de acção foi sempre apresentado sem números. Tem intenções, tem projectos, tem medidas. E em termos orçamentais, como o quantificaria?

Estamos a fazer um plano que tem a lógica de dar uma visão integrada para a região, para a cidade. É um plano que tem coisas que já estavam em curso e até financiadas. Tem outras coisas onde vai ser preciso buscar recursos e dinheiro. Por exemplo, a escola Hotel, ali na Quinta do Costeado, já tem financiamento, assegurado, antes do plano; o projecto de trazer o supercomputador para o Avepark também – que entre o supercomputador e os sistemas de energia para o alimentar é um projecto que envolve financiamentos superiores a 20 milhões de euros, é financiado pelos orçamentos do Ministério da Ciência. E segundo uma estratégia do actual Ministro. Este esforço financeiro não pode pôr em causa candidaturas a vários fundos que venham a existir. Se, eventualmente, Guimarães gastar algum dinheiro vai receber dele e para ele. Portanto, só um projecto destes (supercomputador) dá um volume muito grande… Os dois projectos dos grandes centros de investigação terão um contributo municipal inicialmente relacionado com as instalações e obras de adaptação. A fábrica do Arquinho, teve contrapartidas num processo de urbanização, a fábrica do Alto foi adquirida pelo Município. Restam todas essas agendas imateriais que tem mais ou menos desenvolvimento. Ou seja, estamos perante um investimento total a rondar os 70 milhões com uma margem de erro de 20% para mais ou para menos.

Estes projectos serão financiados pelo Estado, pela Câmara e pela UMinho?

O investimento da Universidade não será significativo, será mais em género… o resto será do Estado, outro de Fundos Europeus aos quais nos vamos candidatar directamente a alguns projectos europeus e haverá algum financiamento do Município de Guimarães.

E em 2025 – se assim for – quando tudo estiver concluído, como antevê esse futuro?

Este projecto terá um grande sucesso e terá sido um êxito se no futuro Guimarães for o local onde há mais investimento. Em última análise, o importante é dar um salto qualitativo, e fazer com que as empresas aqui sediadas paguem melhores salários e as pessoas permaneçam cá e aqui tenha residência e não escolham outros locais para viver. O importante é que a actividade económica aumente e que sustente melhores salários, acompanhada de um aumento da produtividade mas produtividade não é fazer mais peças, é vendê-las mais caras, valorizando os nossos produtos na cadeia de valor, ter um produto com mais valor acrescentado e com todas as características de um bom produto, com design, incorporando tecnologia, idealizando-o melhor. Colocar os produtos das empresas no top das cadeias de valor é o objectivo que pretendemos atingir. O problema em Guimarães é compreender que a nossa indústria tem de ganhar mais dinheiro para poder pagar melhores salários, gerando mais riqueza absoluta.

Esse será o mérito deste plano?

Isso é o modo, que vai dizer se este foi ou não um bom plano.

O modelo de governação do Gabinete é o mais adequado, não acha a estrutura minimalista e insuficiente?

É uma estrutura pequena mas vai crescer à medida das necessidades. O projecto da Academia Digital vai ter vida própria, vai ser independente; o projecto do supercomputador vai ter vida própria. Estamos a lançar um conjunto de projectos que depois terão autonomia para se desenvolver. O Gabinete de Transição Económica à medida que todos os outros projectos estejam lançados vai ficar com os projectos mais imateriais, como a agenda da promoção do empreendedorismo. Os restantes são projectos que se vão independentizar com vida e estrutura própria, com orçamento próprio e com parceiros próprios.

Que balanço faz das medidas até agora implementadas e o prazo em que foram concretizados, dá a ideia de uma velocidade menos adequada?

As medidas chamadas de curto prazo foram medidas implementadas pela Câmara, tiveram o seu impacto. O Gabinete de Transição Económica apenas as sintetizou… mas são da estrutura da Câmara. A que se relaciona com o quiosque digital, para o comércio tradicional, está em curso, será disponibilizada gratuitamente ao pequeno comércio e à restauração e poderá ter um papel pedagógico que possa permitir a iniciação de alguns desses estabelecimentos dentro de uma tecnologia de oferta digital. Os dispositivos de protecção individual, depois de um workshop, a 12 de Abril, foi absolutamente marcante que levou alguns industriais a certificarem os seus produtos no Citeve, depois de numa etapa inicial com a ajuda do Fibrenamics ter disponibilizado um pequeno manual de como fazer máscaras com tecidos, uma resposta muito pontual e oportuna; outro projecto da via verde para a Escola de Engenharia estamos a trabalhar nele, os meus contactos com as empresas aumentou imenso, hoje as empresas conhecem-me, conhecem o gabinete ou seja as coisas estão a acontecer. Os restantes projectos estão em fase de planeamento sendo que a Academia Digital é o que vai ter mais visibilidade e que queremos lançar a todo o momento. Vai contribuir para melhorar a competência das pessoas que não estão nem na Universidade nem no Politécnico.

© 2020 Guimarães, agora!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

2,602FansCurti
0SeguidoresSeguir
70SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Lions: a inteligência artificial em debate

Conhecer melhor a Inteligência Artificial é possí...

BIG: mulheres dão o tom à Bienal de Ilustração

Ilustradores juntam-se, em Guimarães, no final do...

Março-o retorno

Começamos o ano com muitos desafios, que nos pede...