Transportes: adeus teleférico para as Taipas

As soluções para a mobilidade em Guimarães e na região serão implementadas por fases e num período alargado de 20 anos.


“Não há recursos” é a justificação apresentada pelo presidente da Câmara para a priorização dos tramos que serão construídos e que liguem a cidade às vilas.

As ligações feitas pelas estradas nacionais 101, 105 e 206 são canais mais preocupantes pela quantidade de tráfego diário que deixam fluir.

“O grande desafio é tentar fazer com que os vimaranenses adiram à utilização do transporte público”.

Álvaro Costa, professor, com quem a Câmara tem acertado o estudo das questões da mobilidade e transportes admitiu que “o grande desafio é tentar fazer com que os vimaranenses adiram à utilização do transporte público”, o que levará a uma poupança de energia e à alteração dos comportamentos dos cidadãos.

Num território disperso que torna as soluções mais difíceis, o desafio é estruturar o território nos eixos pré-existentes, com vias dedicadas para os transportes públicos, automóveis, peões e meios cicláveis, apostando em quatro ligações principais: 

  • Uma em ferrovia (urbana) que ligará Guimarães-Lousado e vice-versa com ofertas de transporte de 20 em 20 minutos, na zona de Moreira de Cónegos e Lordelo;
  • Outra sobre a EN 206 na direcção de Ronfe; 
  • Uma terceira que ligará às Taipas/Braga pela EN 101;
  • E a quarta que contemplará a cidade – o transporte público conviverá com carreiras mini-bus, uma parte em teleférico, complementada com os circuitos pedonais e cicláveis;
  • A ligação a São Torcato pela EN 207 – será a mais remota de todas estas.

A ideia é fazer com o transporte público municipal e intermunicipal, possa conviver com o automóvel e com o metro-bus e ónibus de serviço rápido (BRT) e também com o metro de superfície (LRT) a que se juntam os mini-bus (eléctricos ou autónomos) e teleférico.

O objectivo deste sistema de transportes visa tornar o transporte público mais competitivo face ao automóvel, dar mais segurança e qualidade de vida ao cidadão no uso do melhor meio de transporte e que seja sustentável e menos poluente.

“Não temos meios financeiros, para implementar este sistema de transportes no imediato”.

Domingos Bragança foi claro ao dizer que “não temos meios financeiros, para implementar este sistema de transportes no imediato”, o que implicaria a construção de canais rodoviários com uma largura de 18,20 metros e com dois sentidos de trânsito.

O plano apresentado prevê um corredor até Ronfe com 11kms mais 4,4kms de novas vias, com cerca de 11 paragens com possibilidades de ligar ao sistema de metro-bus que se deseja para os concelhos do Quadrilátero Urbano.

Na ligação às Taipas, o corredor tem 10,2kms com uma linha nova de 1,4kms em Fermentões, a solução possível para evitar o congestionamento de trânsito. E já em Caldelas prevê uma ligação ao AvePark.

Vila das Caldas das Taipas. 📸 Fotografia Matos

A aproximação ao sul do concelho, utilizando uma ferrovia urbana sobre a actual ligação ferroviária Guimarães-Porto, pressupõe que a Infraestruturas de Portugal e a CP se entendem para deixar que o carril possa servir um vai-e-vém entre Guimarães e Lousada e vice-versa.

Na cidade, o mini-bus pode ser a solução para todos os males dos autocarros no casco urbano, faltando saber se as linhas de entrada e saída dos transportes intermunicipais, administrados pela CIM do Ave, vão andar no centro da cidade.

“O mini-bus pode servir as populações citadinas como o automóvel com um serviço porta-a-porta” – como defende a equipa de Álvaro Costa.

Guimarães fica, agora, de conseguir um sistema comum de transportes que concilie os vários modos de mobilidade, um desafio geracional que vai durar até 2042.

Até lá também ficarão definidas as ligações no seio dos Municípios de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos no âmbito do Quadrilátero Urbano, a ligação à linha de alta velocidade e outras ligações intermunicipais.

O uso massivo dos transportes públicos pode diminuir os custos operacionais do serviço, diminuir a taxa de carbono no território, aumentar a qualidade de vida dos cidadãos.

Mas o cidadão tem de ter a percepção que o transporte público vale a pena e entender os benefícios do sistema para que possa utilizá-lo, o que implicará a mudança de comportamentos.

Com esta versão sobre o sistema de transportes, a ideia de uma ligação por teleférico até às Taipas, deixou de ser solução, pelos seus custos e pelas dificuldades de implementação num corredor fortemente rodoviário.

📸 GA!

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