Sustentabilidade: mais produtos locais nas ementas da restauração

“A sustentabilidade começa na cozinha” foi tema para um workshop destinado a ir mudando alguns processos de produção de produtos alimentares na restauração.


A ideia de sustentabilidade na cozinha é algo que alguns chefes já praticam porque, como sublinhou António Loureiro “tudo o que rejeitamos é dinheiro que deitamos fora”. O que fazer com uma cabeça de peixe, por exemplo, pode ajudar a distinguir os diversos lixos que a confecção de um simples prato, gera no circuito alimentar. Também, o que aproveitar da agricultura local ou regional, pode aliar a restauração a entrar num circuito – que não é apenas económico – de utilização de recursos endógenos que precisam de ser mais valorizados.

Os chef’s são os primeiros a reconhecer que “há tantos e bons produtos” no mercado local, o que pode aumentar uma oferta ignorada mas de qualidade.

Desperdiçar menos, aproveitar mais, nos restaurantes pode ser vantajoso para o cliente porque sabe o que está a comer e para o empresário de restauração que, com imaginação, pode inovar na confecção dos menus que diariamente são oferecidos aos frequentadores dos restaurantes.

A sustentabilidade na cozinha, no sector da restauração, é múltipla e pode ter efeitos económicos e ambientais em simultâneo.

Numa gastronomia que pode ser mais “eco” e mais “eno”, a formação e a capacitação pode levar à inovação e, sobretudo, ao desenvolvimentos das potencialidades locais, numa área em que também o turismo se desenvolve.

© Município de Guimarães

E desta forma “valorizar” a oferta na gastronomia regional, um sector aberto aos desafios do futuro que pode afirmar a sua competitividade na “área da natureza, saúde e bem estar”.

Acabar com alguns mitos pode fazer aproximar os que produzem dos que consomem, se aproveitarem recursos dos produtores locais, num sector onde quase todos desejam tirar intermediários do circuito da produção.

A carta gastronómica – que depende muito da sazonalidade dos produtos utilizados – no entender da chef Liliana Duarte – pode ser enriquecida aproveitando tudo o que a está dá, capaz de tornar as ementas mais flexíveis.

Qualificar e capacitar em domínios chave dos principais recursos produtivos do concelho pode trazer inovação e distinção num mercado marcado por muitos usos e costumes que não são tradições.

A promoção de Guimarães como sítio de turismo, evidenciando “aquilo que somos e temos para oferecer” pode abreviar o caminho que levará à qualificação como destino turístico, numa estratégia sem hiatos nem sofismas.

“Guimarães tem uma importância de relevância no segmento cultural, histórico e patrimonial…”

O trabalho que estamos a fazer visa qualificar a oferta e associar o conceito de sustentabilidade para posicionar Guimarães em segmentos que são cada vez mais procurados. Guimarães tem uma importância de relevância no segmento cultural, histórico e patrimonial”. E diversificar a sua oferta, no entender de Sofia Ferreira, vereadora do Turismo, em “áreas como a saúde e bem-estar, da natureza e da sustentabilidade”.

© 2021 Guimarães, agora!


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