Hotelaria: insatisfação com o apoio municipal na rua

Os empresários de hotelaria vão manifestar-se na Câmara Municipal mostrando o seu descontentamento com o poder municipal, a partir das 15h.


Os empresários de bares e restaurantes, associados à Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH), vão evidenciar as razões porque o seu sector não tem sido apoiado pelo Município, nesta situação de pandemia.

Afirmam os seus dirigentes que será uma manifestação pacífica, que termina com a entrega de um manifesto ao presidente da Câmara.

Ricardo Silva, presidente da AVH, justifica o protesto “na falta de apoio municipal ao sector”, em situações que poderiam minimizar o impacto da não frequência dos restaurantes e bares. Elenca o pedido para a colocação de pára-ventos de acrílicos ou vidro nas esplanadas, para atendimento de clientes no exterior. Esta pretensão foi negada pelo Município alegando critérios “paisagísticos” pois a fixação de pára-ventos afectaria a qualidade das praças do centro histórico.

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“Esta medida foi pedida para poder servir estabelecimentos de todo o concelho mas a Câmara apenas viu o centro histórico na pretensão…”

O presidente da AVH declara que “esta medida foi pedida para poder servir estabelecimentos de todo o concelho mas a Câmara apenas viu o centro histórico na pretensão”.

Os empresários da restauração também não gostaram de Domingos Bragança nunca lhes ter dirigido “uma palavra de apreço” pelo seu esforço, e evoca o exemplo do presidente da Câmara de Braga que desde Março “sempre esteve ao lado dos empresários da restauração”.

Na agenda dos apoios que os proprietários de restaurantes pedem ao Município há também a continuidade da isenção de taxas porque “a partir de Janeiro, com o vencimento de algumas moratórias, os comerciantes vão ter de começar a pagar rendas e outros compromissos que foram adiados por lei” – salienta Ricardo Silva.

A insatisfação com a Câmara Municipal tem a ver com a indefinição à volta das suas indecisões, de avanços e recuos, como se viu relativamente às actividades culturais. “Os comerciantes notavam algum movimento quando se registavam eventos, agora com decisões tomadas à base de pressões do Facebook, a própria Câmara mesmo que se cumpram as normas da DGS, volta atrás e confina a actividade cultural”, onde as regras se cumpriam com maior eficácia.

O que é certo, é que com indefinição municipal sobre a realização de espectáculos, com todas outras restrições, sem diálogo com a Câmara, o presidente da AVH prevê no horizonte mais dificuldades que podem levar ao fecho de alguns estabelecimentos e actividades.

A AVH tem cerca de 100 associados, de empresários de todo o concelho e vai para a rua para mostrar a sua força, contrariando a tese de que é um movimento de apenas alguns empresários do centro histórico.

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