UMinho: cientistas citados nas ciências agrárias

José António Teixeira e António Vicente, do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho, estão entre os cientistas mais citados no mundo por outros investigadores.


A confirmação é dada hoje pela lista Highly Cited Researchers 2021, da norte-americana Clarivate Analytics, que inclui 6602 cientistas de mais de 70 países, sendo 16 deles em Portugal. O ranking incide no período 2010-2020 e apenas sobre os artigos altamente citados, que representam 1% do que se publica no mundo e para 21 áreas de conhecimento.

Este é o quarto ano consecutivo que a dupla da Universidade do Minho surge na área das ciências agrárias da lista. O cenário evidencia a estratégia desta instituição na investigação, nomeadamente do CEB, que aumentou a sua visibilidade e tem sido o centro de I&D nacional com mais cientistas naquele ranking – informa uma nota da Universidade do Minho.

José António Teixeira teve os seus artigos citados 20.175 vezes e é uma referência na biotecnologia industrial e biotecnologia alimentar, tendo recebido vários prémios. António Vicente teve os seus artigos citados 13.868 vezes e está ligado a inovações como eco-embalagens, compostos funcionais e bioativos e nano-sistemas para aplicações alimentares.

O Highly Cited Researchers 2021 inclui, aliás, mais três alumni da UMinho em ciências agrárias/cross-field: Isabel Ferreira, Manuel Simões e Miguel Ângelo Cerqueira.

As análises bibliométricas da lista foram realizadas pelo Instituto de Informação Científica do grupo Web of Science, que “pesou” os artigos científicos da mesma coorte anual, retirando a vantagem da citação de artigos mais antigos perante os mais recentes. Os países mais representados no ranking são os EUA (2622 cientistas), China (935), Reino Unido (492), Austrália (332) e Alemanha (331). Portugal surge em 15º lugar europeu e 30º no mundo. A lista inclui 24 Prémios Nobel e a Universidade de Harvard, nos EUA, lidera no volume de cientistas (214).

“As citações são um dos critérios mais utilizados para produzir rankings de instituições de ensino superior e demonstram a influência significativa de um grupo de investigadores entre os seus pares” – explica a nota do departamento de comunicação da UM.

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