Bairros Saudáveis: há quatro projectos em Guimarães

É um programa do governo, lançado em 2020, e vai apoiar com 160 730€, projectos em territórios vulneráveis.


O programa Bairros Saudáveis que o governo aprovou em Julho de 2020, com uma dotação de 10 milhões de euros, abrangendo o território nacional, também vai ser aplicado em Guimarães.

Um dos objectivos é “a criação de um clima favorável à capacidade de iniciativa e à capacitação das comunidades locais, dando base material e apoio institucional à auto-organização da população e à sua participação na melhoria das respectivas condições de vida e dos determinantes em saúde”.

Contudo há outros, constantes da Resolução do Conselho de Ministros nº 52-A/2020, de 1 de Julho, em que “as comunidades mais carenciadas ou excluídas são integradas na sociedade com a eliminação da barreiras e discriminações no acesso aos bens e serviços”.

O valor global atribuído às quatro candidaturas, de entidades locais, ascende a 160 730 de euros. A Fraterna-Centro Comunitário de Solidariedade e Integração Social, a Associação de Solidariedade Social de Professores, a Associação Academia da Razão e a Capivara Azul, Associação Cultural.

Estes quatro projectos, são diversos, têm nomes sugestivos e distintos e pretendem dar respostas enquadráveis no programa com ajuda  de parcerias locais.

📸 Município de Guimarães

A Fraterna vai concretizar no Bairro Social da Emboladoura, em Gondar, o Palácio da Imaginação (PI), um espaço público multi-funcional e inter-geracional resulta de uma co-criação comunitária, “onde os moradores poderão potenciar a sua vida em comum, cultivando o sentido de pertença”.

A ideia é levar os moradores a ampliarem o seu imaginário, transformar a sua vulnerabilidade social num movimento transformar. E fazer com que a comunidade do bairro dialogue entre si, habite o seu bairro a brincar, a estudar e consiga recriar uma vivência de inter-ajuda que permita mudar a parede, o chão, o tecto, estimulando o “nós” enquanto ferramenta de diálogo que possa dinamizar o bem-estar, a troca e o ambiente.

O Palácio da Imaginação para além de responder às necessidades identificadas pelos moradores do bairro, é uma forma de colmatar a ausência de espaços públicos colectivos, cobertos, e que abriguem, no dia-a-dia os diferentes grupos e as pessoas com actividades identificadoras de uma vida saudável.

📸 Município de Guimarães

Já o Distâncias Off, promovido pela Associação de Solidariedade Social de Professores (ASSP), e assente na realidade de uma comunidade com baixos rendimentos e baixos níveis de escolaridade, tem desafios sociais objectivos, num cenário em que se notam dificuldades de acesso a equipamento informático para estimular o ensino à distância de alunos isolados e com incapacidade financeira para estudo complementar. Acresce o défice de competências digitais na comunidade.

Há quatro eixos neste programa que a ASSP quer desenvolver: arranjar equipamento informático que possa ser cedido a alunos, incluir os jovens estudantes num serviço de apoio ao estudo complementar e promover a capacitação da literacia digital através de um centro de inclusão digital, a criar.

📸 Município de Guimarães

A Associação Academia da Razão, tem no projecto CriativaMente a desenvolver no território da Comissão Social Inter-freguesias do Oeste – Brito, Ronfe, Airão Santa Maria, São João e Vermil, Leitões, Oleiros e Figueiredo – o objectivo de  encontrar algumas respostas para os problemas da saúde mental e outros problemas sociais, através de uma equipa de técnicos deste território.

Trabalhar a aceitação e valorização do imperfeito, é uma variante do CriativaMente que quer “recriar peças de roupa usadas, mostrando que há vida e beleza para além dos remendos”.

O projecto quer reintegrar roupas desgastadas mas também pessoas à margem da sociedade, contando com a ajuda de técnicos de costura e design de moda.

📸 Município de Guimarães

Finalmente, o projecto “7 Bairros Capitais 7 Bairros Culturais” quer aproximar os habitantes de vários bairros sociais da esfera cultural e artística, num processo de educação não formal, com a ajuda de ferramentas que permitam a expressão individual e colectiva, num “espaço intelectual, identitário e criativo” que cada um destes moradores possuiu.

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