Ricardo Araújo: o “líder” que se segue no PSD

A via sacra do PSD para chegar ao poder municipal continua com a escolha sucessiva de presidentes da concelhia.


Ricardo Araújo estreia-se na liderança do PSD local, depois de mais de duas décadas de ligação ao partido. Um dos actuais vereadores da CJpG, viu-se envolvido por militantes históricos e outros militantes que distintivamente marca sensibilidades, em mais um sinal de unidade, própria de novos ciclos.

Num discurso alongado, justificou a sua candidatura: “faço-o em primeiro lugar pela minha cidade, pelo meu concelho, por acreditar que Guimarães precisa de mudar depois de mais de três décadas de gestão socialista do poder municipal”.

Depois, “faço-o por acreditar que o Partido Social Democrata é o principal e o único capaz de assumir essa responsabilidade de apresentar aos vimaranenses uma alternativa credível e sólida para o presente e futuro do nosso concelho”.

“Queremos um presente e futuro com os níveis de exigência e excelência que teve o nosso passado”.

Falando da sua “ambição de desenvolvimento para Guimarães”, que deseja “honre e esteja à altura do nosso passado”, sublinhou que “queremos um presente e futuro com os níveis de exigência e excelência que teve o nosso passado, que nos deve servir de inspiração, mais do que viver à custa das glórias materiais e imateriais construídas ao longo de quase nove séculos de história”

Defendendo que “o nosso passado deve acima de tudo exigir que Guimarães esteja na linha da frente, nos patamares mais elevados de qualidade de vida no País e na Europa em que vivemos”, o candidato evidenciou “a perda de centralidade por parte de Guimarães na esfera nacional e na esfera regional”.

E criticou a falta de uma voz activa na região e no país, a não liderança de uma política regional e a perda de atracção para concelhos vizinhos.

Neste cenário, Guimarães “não atrai novos investimentos e empresas, não cria emprego e vê a sua população diminuir” – salientou Ricardo Araújo.

Elencou depois os indicadores em que Guimarães está “atrás” no contexto regional: perda da população que motivou a perda de estatuto de uma das cidades mais jovens da Europa, perda de rendimento e do poder de compra dos trabalhadores. 

Também no sector do turismo e no volume de negócios de empresas não financeiras, Guimarães coloca-se atrás dos seus vizinhos, tendência que se regista em número de empresas criadas e noutros rankings.

“Em 2020 Braga já ultrapassava Guimarães”.

A cultura e o desporto vistas sobe o ponto de vista da despesa mereceu de Ricardo Araújo um olhar crítico e comparativamente com Braga, afirmou que “em 2020 Braga já ultrapassava Guimarães”.

Num rol extenso de “problemas crónicos” para os quais a administração municipal não encontra respostas, elencou “as acessibilidades, a ligação da cidade às suas vilas e freguesias e assegurar uma rede de transporte público eficaz”, acentuando “a incapacidade de colocar Guimarães no radar do investimento externo e atrair novas empresas, a par de apoiar o desenvolvimento e expansão das empresas locais”.

As dificuldades no acesso à habitação e de assegurar uma oferta para os sectores de renda baixa, para a classe média e para os jovens, seja no mercado de arrendamento ou de aquisição, também constam do rol de incapacidades atribuídas ao poder socialista, a que junta “as dificuldades no planeamento urbano, que agora forçam uma revisão extraordinária do PDM para corrigir desatempadamente problemas que o PSD vem a denunciar há vários anos, de falta de espaços para instalação de empresas, ou bolsas de construção habitacional”.

📸 Direitos Reservados

Ricardo Araújo serviu-se de uma frase “do conterrâneo Luís de Pina” de 1923-25, para comparar a cidade de hoje e a de ontem: “A cidade asfixia dentro das vielas, que eram ruas, há séculos” e “tem sido posta de parte, do que resulta nada ter progredido, desde há muitos anos”; “os seus habitantes não têm terrenos com luz e sol onde possam construir as suas habitações” e “alguma coisa, pouco, que se tem feito sobre do inconveniente grave de não obedecer a um plano geral de conjunto, que satisfaça as modernas exigências da civilização e estética”

O candidato disse que “esta frase podia hoje servir para descrever a realidade urbanística de Guimarães, mas não, tem quase um século de vida e caracterizava aquele que foi o ponto de partida para o “Plano de Alargamento” incumbido ao nosso conterrâneo Capitão Luís de Pina, pela Gerência Municipal de 1923-25”.

“As obras sempre adiadas e as expectativas defraudadas a que o PS nos habituou”.

Sobre a actualidade, Ricardo Araújo, também dedicou um capítulo do seu discurso de oito páginas. E lembrou “as promessas consecutivas, os anúncios repetidos, as obras sempre adiadas e as expectativas defraudadas a que o PS nos habituou, tem de dar lugar a um plano ambicioso, exigente, que coloque novamente Guimarães no lugar que merece a nível nacional e europeu”.

Já sobre o futuro, Ricardo Araújo, candidata-se com a convicção de que “precisamos de uma nova estratégia, novos protagonistas, de uma nova ambição!”

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