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Terça-feira, Julho 16, 2024

PS: eleições internas contribuíram para a unidade do partido?

Economia

Esta é a grande questão e pergunta a que todos os dirigentes responsáveis terão de responder.

O cisma socialista pode continuar se Ricardo Costa optar por meras maiorias conjunturais; ou pode terminar se optar por uma maioria confortável com os votos da lista de Paulo Lopes Silva.

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    Mais uma vez os interesses comezinhos do pessoal político podem ditar o futuro do PS. O que é evidente, no imediato, é que Ricardo Costa vai ter de negociar a sua maioria – grande ou pequena.

    As contas da representação da comissão política são ainda uma incógnita apesar dos acordos de bastidores. Qualquer negociação, será sempre a prazo, e todas as contas serão feitas, na base de uma variável simples: ou o PS encontra uma solução macro na base das promessas dos candidatos que não impedem um diálogo com êxito; ou tudo continua na mesma com o PS a ser uma manta de retalhos, sem uma liderança forte e consensual, que nada garante em 2025 relativamente ao desejo de manutenção de uma Câmara socialista, no convento de Santa Clara.

    O que se pode dizer, dos resultados desta eleição? Leiam-se os números…

    Apesar de não ter tido mais votos que o seu opositor, teve um bom desempenho. © GA!

    Com menos votos também se ganha (Paulo Lopes Silva):

    • 1323 foram os votos apurados pela lista C (mais 540 dos que Sofia Ferreira (783) teve, em 2022, de cuja lista fazia parte);
    • Em mandatos tem 27 (mais um – 26 – que na edição de 2022);
    • Com as inerências dos presidentes da Câmara e Assembleia Municipal e da presidente das Mulheres Socialistas pode ter 30 mandatos na comissão política;
    • A candidata que apoiou para as Mulheres do PS obteve 672 votos derrotando a opositora;
    • Contabiliza mais 100 votos (ganhos) do que Ricardo Costa, comparando as eleições de 2022/24, ou seja, a diferença entre 540 e 440 votos que ambas as candidaturas tiveram a mais;
    • As contas preliminares dos mandatos na comissão política indicam a perda da maioria absoluta por Ricardo Costa que só será confirmada mais adiante, quando a nova comissão política se reunir.
    Investiu fortemente na sua recandidatura e nos meios que a suportaram sem grandes resultados. © GA!

      Com mais votos também se perde (Ricardo Costa):

        • 1492 foram os votos obtidos no Sábado mais 440 do que em 2022 mas longe das melhores expectativas geradas no interior da sua ala;
        • A perda da presidência das Mulheres Socialistas, com a derrota de Zara Pontes, significa um retrocesso no universo de apoiantes femininos;
        • Os votos conquistados deixam Ricardo Costa preso a compromissos que lhe tolhem ambições e fazem dele mais um líder de facção do que um líder incontestado no partido;
        • Se optar por obedecer ao seu ego, o actual presidente pode até ter uma maioria absoluta assente num equilíbrio instável que a todo o tempo pode tender para criar problemas;
        • Continuará a depender de si o fortalecimento da unidade do partido, e deverá ter visão para interpretar os sinais dos votos;
        • Se revelar capacidade de liderança, optará por uma larga e confortável maioria que acabe com os clãs existentes no partido, tornando-se no grande líder socialista, tal como outros no passado.
        Ainda hoje não deve ter percebido que era preciso muito mais para disputar uma eleição. © Direitos Reservados

        Uma candidatura surreal (Vítor Oliveira):

        • Protagonizou a candidatura mais surreal da história do PS, sustentada em si e na ajuda de Castro Antunes (seu compadre) a que juntou Adelina Pinto, mais tarde;
        • O número de votos (143) foram um desperdício e se contabilizados a favor de Paulo Lopes Silva teria ainda ridicularizado mais a vitória de Ricardo Costa (a quem se juntou e desligou) diminuída para a margem mínima de 26;
        • A junção de Adelina Pinto, nada acrescentou e foi um tiro no pé para quem seria uma potencial candidata à Câmara Municipal que não suscitou entusiasmo dos militantes socialistas;
        • Se uma ‘andorinha não faz a Primavera’, duas muito menos, porquanto não são posts no facebook que dão estaleca a qualquer candidato que ostenta a sua imagem em lonas enormes, com mensagens inócuas, uma má experiência e um péssimo resultado para quem decidiu brincar às eleições… num partido de poder.

        © 2024 Guimarães, agora!


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