Luís Lisboa: concretiza abandono do BE “com tristeza”

O que foi cabeça de lista nas últimas eleições autárquicas deixa a vida partidária 19 meses depois.


O ex-candidato lembra que a sua adesão ao BE tinha em mente “construir uma proposta que colocasse as pessoas de Guimarães no centro das políticas locais, respondesse aos mais urgentes problemas municipais, assim como às necessidades das e dos vimaranenses”.

E, por isso, “encabeçar a lista à Câmara Municipal de Guimarães acabou por ser uma das maiores honras da minha vida”

Recorda o momento em que temas e propostas essenciais para o concelho foram colocadas no debate autárquico. E no essencial “conseguimos verdadeiramente, dar voz às pessoas e escrever com elas um programa participativo”.

Confessa-se “grato à confiança que, de forma unânime, as e os camaradas depositaram em mim”, tal como à equipa que protagonizou a candidatura “Guimarães para as pessoas”.

Explica o desfecho eleitoral como “meritório, numa conjuntura eleitoral adversa, com três novos partidos a sufrágio, situação política desfavorável, estrutura local fragilizada e significativo atraso no início da campanha”

Conclui que o Bloco de Esquerda conseguiu o segundo melhor resultado da sua história autárquica e conseguiu ainda manter o lugar na Assembleia Municipal.

Justifica que com o fim das eleições, “terminou a importante intervenção política que estávamos a desenvolver, assim como, deixou de ser possível prosseguir a defesa das propostas e dos compromissos efectuados com as pessoas de Guimarães”

E depois de ter tentado, como militante de base, “participar, propor e continuar a trazer o partido para o espaço público concelhio” admite que “não consegui”

“Aderi ao partido, para fazer política construtiva para melhorar a nossa cidade”.

Neste contexto, “deixou de me ser possível continuar a fazer intervenção política local”, razão pela qual “aderi ao partido, para fazer política construtiva para melhorar a nossa cidade e as condições de vida das e dos vimaranenses que se degradam dia após dia”.

Reconhece que sai em “divergências organizativas e estratégicas, que se revelaram ainda divergências ideológicas”

E “com tristeza, mas com firmeza” toma a decisão de sair, justificando que “não passei pelo Bloco de Esquerda para fazer carreira, passei para fazer política”.

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