Têxteis: Agosto reforça tendência de exportações

Apesar da desigualdade que se faz notar na gama de produtos, as exportações têxteis e vestuário continuam a registar crescimento.


A ATP regista que, em Agosto, o cenário de exportações mantenha tendências políticas, mesmo que o crescimento não seja em igual em toda a gama de produtos do sector.

A evolução regista uma evolução de 10% relativamente a Agosto de 2019. Nos primeiros oito meses do ano, as empresas têxteis exportaram 3,6 mil milhões de euros, registando um aumento de 1,2% face ao mesmo período de 2019.

Os produtos que têm reportado melhores desempenhos (comparativamente com Janeiro a Agosto de 2019) são: roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha, com um acréscimo de quase 79 milhões de euros (+25%); camisolas, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha, com um acréscimo de 61 milhões de euros (+22%); artefactos têxteis confeccionados, incluídos os moldes para vestuário, com um acréscimo de 28 milhões de euros (+125%); fatos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções (shorts), de malha, de uso masculino, com um aumento de 26 milhões de euros (+45%); e, finalmente, vestuário e seus acessórios, de malha, para bebés, com um acréscimo de 14 milhões de euros (+29%).

Exportações (principais clientes):

Em Milhões €Jan-Ago 2019Jan-Ago 2020Jan-Ago 2021Evol.21/20Evol.21/19Peso 21
Espanha108878591015,9%-16,4%25%
França4554995224,7%14,7%15%
Alemanha2982972867,7%5,5%9%
EUA2292093135,2%5,2%9%
Reino Unido*ndnd263ndnd7%
Itália21318423729,1%11,6%7%
Países Baixos15513517831,5%15,1%5%
Suécia71628130,2%14,6%2%
Bélgica6670745,9%12,0%2%
Dinamarca54556924,3%27,8%2%
Intra UE (27)26122282261314,5%0,0%73%
Extra UE (27)92878596923,3%4,4%27%
Mundo35403067358216,8%1,2%100%
*excepto Irlanda do Norte
© ATP/ INE

Todavia, a recuperação no sector não é homogénea, existindo actividades e produtos que continuam a sofrer dificuldades de recuperação, evidenciadas pelos desempenhos nas exportações (com implicações para as actividades que estão a montante da sua produção), sendo os mais afectados os seguintes:

  • fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças, jardineiras, bermudas e calções, de uso feminino, em tecido: quebra de 64 milhões de euros (-30%);
  • fatos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções, de uso masculino, em tecido:
    quebra de 54 milhões de euros (-30%);
  • t-shirts, camisolas interiores e artigos semelhantes, de malha: menos 32 milhões de euros (-5%);
  • tecidos contendo, em peso <85%, de fibras sintéticas descontínuas: menos 23 milhões de euros (- 40%);
  • camiseiros, blusas, de uso feminino, em tecido: menos 20 milhões de euros (-11%).

Destinos com maior crescimento em termos absolutos (2021/2019):

(acréscimo em milhões de €)Evolução
Reino Unido*263 334,1nd
França66 896,314,7%
EUA56 267,824,6%
Itália24 640,811,6%
Países Baixos23 379,215,1%
*excepto Irlanda do Norte
© ATP/ INE

Em termos de mercados, destacam-se as exportações direccionadas a França (acréscimo de 67 milhões de euros (+15%), EUA (aumento de 56 milhões de euros/ +25%) e Itália (mais 25 milhões de euros/ +12%).

No período em análise e comparando com 2019, as exportações para Espanha, principal cliente da ITV portuguesa, registaram uma quebra de 178 milhões de euros, tendo sido o destino mais afectado.

A balança comercial do sector registou um saldo positivo de 1 039 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 141%.

📸 Jean-Luc Valentim

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