Vitória: triunfo em Tondela pode revelar um novo ciclo

O adversário joga e não marca, Bruno Varela defende; o adversário comete um erro e o Vitória aproveita, marca e ganha. É o futebol, em todo o seu deslumbre…


Este é o resumo perfeito de uma equipa com olhos no triunfo que conta com a ajuda da sorte e com a inabilidade do opositor. Que desagrada aos seus fãs com o tipo de futebol que pratica mas a quem oferece pontos para subir na tabela e meter-se entre os primeiros.

Ao sétimo jogo, a história repete-se ainda que em facetas diferentes. A inclusão no “onze” inicial de quem até agora é tido como titular, permite uma estabilidade à equipa que procura a confiança, o despontar de alguns jogadores, um estilo de jogo mais convencional e criativo.

© Liga Portugal

Com o Tondela, notou-se que o Vitória se deixava arrastar para um futebol sem nexo, um afundar triste perante o poderio adversário. Até, ao intervalo, porque com o empurrão de Yohan Tavares a Edwards, o jogo mudou de figura.

André André, implacável nos pontapés de grande penalidade, tirou o pio a um Tondela que tinha dado boa conta de si mas tinha pela frente o herói do costume: Bruno Varela que se destaca acima de todos os seus colegas.

Com um jogo de 90’, o Vitória como se esqueceu da 1ª parte e depois do primeiro golo, marcou um segundo. E eclipsou a imagem que o Tondela havia deixado nos primeiros 45’. E a sua exibição feita mais de esforço do que técnica.

© Vitória SC

Em superioridade, o Vitória mostrou alguns minutos de bom futebol, jogou com mais alegria, com a bola no chão, dominando o jogo a seu bel-prazer.

Os protagonistas: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, Munin, Silvio, André Almeida (André Luís 70′), Pepelu (Janvier 75′), André André, Marc Edwards (Maddox 75′), Bruno Duarte (Noah 82′) e Rochinha (Quaresma 75′).

Coisas boas e coisas más:

  • Um jogo de futebol é, por vezes, uma história imperfeita. É uma moeda com duas faces, neste caso, duas partes, que não são sempre iguais;
  • O Vitória teve mérito em não deixar o Tondela vincar o seu futebol de bom nível materializando-o com golos, pouco se importando com o seu estilo futebolístico;
  • E para isso contou com Bruno Varela, um guarda-redes sempre atento, inspirado, um salva-vidas que não deixa afundar a equipa;
  • Reconheça-se à equipa do Vitória, outro mérito: o da resiliência e a força para acreditar porque a história do jogo só se consolida quando o árbitro apita para que todos regressem aos balneários;
  • Também o pragmatismo de jogar com atenção ao adversário e não aos seus clientes;
  • Os jogos, à medida que se cumpre o calendário, e se confirma a adaptação ao estilo de jogo que o treinador quer incutir, dirão quem são os melhores na equipa;
  • Bruno Duarte, um ponta de lança esforçado, marcou um golo, de pé esquerdo, que evidencia a sua qualidade, porventura desconhecida ou abafada;
  • Este é mais um sinal, de que é preciso tempo, porque no futebol é preciso esperar e não desesperar, aguentar e ter paciência e não julgar circunstancialmente;
  • Outra coisa boa, finalmente, foi a jogada do golo de Bruno Duarte, num verdadeiro contra-ataque, em que tudo foi bem feito. E que os adeptos esperam que se repita como rotina, como processo e como estratégia, pois o futebol é dinâmico e tem nuances que a criatividade e espontaneidade dos jogadores também ajudam a explicar;
  • Quanto aos árbitros… nada a dizer e esperar, apenas, que esta normalidade se mantenha, deixando os jogadores decidirem os jogos.

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