Vitória: o sistema de jogo não consolida vantagens

O Vitória tem vindo a aprimorar um sistema de jogo ao qual falta a consolidação de vantagens que vai tendo durante o jogo.


O acerto do calendário foi um desacerto no modo de abordar o jogo com o Farense, da 14ª jornada. E volta a pôr a nu, uma deficiência, quiçá uma rotina que faz com que o adversário surpreenda e recupere até ao empate, senão até ao triunfo.

Faltou humildade à equipa vimaranense para não aceitar e compreender o efémero do futebol e consolidar uma vantagem que construiu na 1ª parte. E se João Henriques conseguiu aprimorar um sistema de jogo que foi rendendo pontos, a verdade é que os erros que a equipa e os jogadores cometem durante cada partida, dão cabo do trabalho de casa, feito semana a semana.

Com o Farense, a história repetiu-se. Num lançamento de linha lateral, a bola passou sobre um cacho de jogadores e quando caiu no chão passou entre as pernas de Jorge Fernandes indo parar à cabeça de Stojiljkovic que fez o 2-2. Incrível como numa jogada à vista, facilmente desarmável, o Vitória concede o empate e sujeita-se a qualquer coisa mais. E mais insólito é quando o Vitória tem, neste lance 10 jogadores contra quatro do Farense dentro da grande área.

©SPORTV

O Farense já jogava com 10 e o Vitória cometia mais erros que o seu adversário, o que fazia ruir toda a estratégia e o desejo de ir amealhando pontos e mais pontos, num campeonato em que tudo parece estar em aberto. E com surpresas.

Desperdiçando pontos com equipas do seu campeonato, o Vitória acaba por esticar a corda da distância que separa a equipa do 5º lugar, o objectivo máximo pelo que vai lutando há décadas como se esse fosse o seu título, apesar dos discursos que apontam para lugares acima dessa barreira.

Esta instabilidade tem de ser assumida quando jogadores e treinadores assumem que há muito equilíbrio no campeonato. Ou seja, o Vitória é como um doente que sabe do que padece mas não aceita o tratamento do médico.

©LPFP LUSA

E depois os adeptos olham para a classificação e choram, vêm na tv exibições aceitáveis mas que não consolidam nada, fraquezas num plantel que remata, por vezes, sem convicção, para o lado ou à figura, que defende mal por não saber atacar. Que se ilude sem perceber que basta um lançamento de linha lateral, num jogo contra dez, para um avançado contrário marcar um golo de cabeça.

São estes pormenores, vistos e revistos, durante o jogo com um Farense combativo e a olhar para o pontinho, que o Vitória não contrariou, nem aproveitou quando o seu oponente ficou reduzido a 10.

Agora, a equipa vive um equilíbrio instável, com uma defesa a tornar-se no elo mais fraco da equipa que devia estar a caminho de exibições mais consistentes e resultados condizentes com o seu valor.

©VSports

Notas de um banho de água fria:

  • A ganhar por 2-1 e num 11 contra 10, ao Vitória só faltava mesmo sofrer um insólito golo de um cruzamento feito com a mão, com a bola a passar por vários jogadores;
  • Edwards voltou aos golos e à titularidade mas revela-se um jogador amorfo e sem a alegria do passado, com os seus dribles estonteantes e remates imprevisíveis, quais mísseis com a baliza como alvo;
  • Sente-se que o fulgor da equipa está em queda, o que sendo natural depois de um período de esforço enorme, o rendimento está mais em baixo, o que deve preocupar o treinador;
  • Pepelu juntou às boas exibições um golo que ilustra a sua performance como jogador mais regular e competitivo;
  • O erro de Jorge Fernandes de deixar a perna num lance dentro da área, é erro a não cometer, sobretudo quando o árbitro está por perto;
  • Com o Farense não faltaram remates de meia distância e na zona central mas acertar no alvo não é para todos;
  • Se treinador e jogadores reconhecem que este campeonato está mais equilibrado, logo, imprevisível, todos deviam estar preparados para as contigências do jogo, que se repetem, sem solução ou antídoto;

© 2021 Guimarães, agora!


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