Vitória: derrota com mais um golo esquisito em Alvalade

Três toque de cabeça, dentro da área do Vitória, deram o único golo ao Sporting num jogo competitivo.


Um Vitória mais compacto e mais coeso perdeu pela margem mínima em Alvalade. O surto de golos foi sustido mas o Vitória não conseguiu evitar a derrota, em mais um golo atípico: a bola, andou de cabeça em cabeça, na área vitoriana e foi rematada à baliza por Gonçalo Inácio, já perto do intervalo. Aliás, o golo do Sporting, segue-se a um período em que o Vitória equilibrou o jogo, esteve perto de marcar por Edwards num remate defendido por Adán e por Óscar Estupiñán que rematou de cabeça à barra.

Com um futebol de primeiro toque o Sporting fez sempre os jogadores vitorianos a andar atrás da bola, numa missão difícil e exigente do ponto de vista físico.

Quando chegou ao intervalo, já com um golo de diferença averbado pelo líder da classificação, o Vitória tinha conseguido contrariar a veia goleadora leonina, num jogo muito competitivo, em que a equipa não se desfez, nem cometeu erros em demasia. É certo que o golo, na sequência de um livre, resulta de um jogada em que a bola foi trocada dentro da grande área, por dois passes de cabeça e por uma cabeçada final, o que não abona em favor de uma intermediária cheia de gente.

© VSC LPFP LUSA

Na 2ª parte, o Vitória voltou a impor algum equilíbrio e aos 51’ teve mesmo uma oportunidade de golo quando Edwards fez um cruzamento perfeito para a área onde Estupiñán apareceu a rematar defeituosamente para fora.

O Sporting com a vantagem de um golo teve sempre a serenidade do seu lado, apoderou-se da bola, de modo a poder controlar o Vitória. E fê-lo sempre com passes directos, a um toque apenas, com uma dinâmica estonteante que o Vitória aguentou como pôde. A equipa leonina marcou um golo aos 25’ mas a repetição da jogada e a intervenção do VAR comprovaram que a bola havia saído pela linha lateral na jogada em que a bola entrou na baliza de Bruno Varela.

Notas de um jogo equilibrado:

  • Com uma equipa sem alguns titulares na defesa, André Amaro foi o escolhido para quarto defesa, numa estreia sem problemas;
  • Ao contrário de outros jogos, o Vitória fez jus a um resultado positivo mas aquele golo de cabeça, estragou os planos de João Henriques;
  • Da coesão da equipa, resultou um futebol mais objectivo, sem alardear toques de requinte, a que faltou eficácia em dois momentos do jogo;
  • Num jogo disputado em todo o campo, a equipa do Vitória foi muito regular e igual não se notando  desempenho individuais fora do normal;
  • Tiago Martins fez uma arbitragem sem casos e esteve sempre acertado nas suas decisões;
  • Perder, apenas por um golo de diferença, em Alvalade deixa a equipa motivada para os jogos seguintes, pois agora já são nove os pontos de distância para o Paços de Ferreira;

© 2021 Guimarães, agora!


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