Histórico: Miguel Pinto Lisboa torna VSC maioritário na Vitória-SAD

Em mês de aniversário do clube, Miguel Pinto Lisboa e a sua direcção alcançam um acordo que se tornará num feito histórico: a maioria na SAD desportiva, constituída à pressa e sobre a ameaça de uma falência financeira, do quase centenário Vitória Sport Clube.

Hoje, a maioria dos vitorianos vai viver – e dormir – mais feliz. A actual direcção resgatou a predominância – via capital social – do clube, numa sociedade desportiva, onde era minoritário, constituída numa altura que em que já vigorava uma lei que garantia a possibilidade de o VSC deter a maioria do capital social.

E tudo porque Miguel Pinto Lisboa consumou um acordo que já vinha a ser negociado com Mário Ferreira, um investidor a merecer a categoria de sócio honorário do clube, que na altura da constituição da SAD assumiu a percentagem maior do capital social.

O presidente do VSC, compareceu com os seus pares e com os presidentes da assembleia geral, do conselho fiscal e de outros órgãos, no estádio D. Afonso Henriques para confirmar o que já havia sido divulgado em comunicado.

O Vitória, por este acordo, passará já a ter, em 30 de Novembro próximo, 51% do capital social da Vitória Sport Clube, Futebol SAD, quando pagar a primeira tranche de 1,3 milhões de euros (de um total de 6,5 milhões).

Pinto Lisboa recordou o seu “compromisso”, na campanha eleitoral da eleição que o tornou presidente, de fazer com que o VSC tivesse uma liderança “firme e independente” na gestão da sociedade desportiva e paulatinamente abrisse caminho para poder ter uma posição maioritária nessa sociedade.

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“Até agora cumprimos esse compromisso” – regozijou-se – e “esta operação comprova-o”, pois o Vitória passará a ser dono do seu próprio destino.

Entusiasmado com este feito histórico, o presidente da direcção, anunciou concretizar já novo compromisso eleitoral, o de “consolidar o Vitória, de forma estrutural e célere, entre os quatro primeiros classificados do futebol português”.

Sobre a concretização das negociações e condições do resgate do clube, Miguel Pinto Lisboa, anunciou que “a operação será faseada, com início a 30 de Novembro”, quando serão “transferidos os direitos de voto da MAF para o VSC, proporcionais aos pagamentos efectuados, o último dos quais será em 2022, no ano do centenário do clube”.

Com clareza, o presidente do Vitória, adiantou já os passos seguintes deste acordo, ouvindo os associados sobre o montante da participação do clube na sociedade. “São os sócios que terão de definir esse montante”, assegurando o Vitória sempre a posição maioritária que vai dos 51% até um máximo de 96,4%.

Também com transparência, Miguel Pinto Lisboa deixou saber já qual é a posição que a sua direcção defende. “Estamos abertos – disse – a negociar uma posição minoritária” do capital social, num máximo de 45,4%, com o Vitória a deter sempre a maioria mínima de 51%. Justificou que a alienação desses 45,4% só se fará em condições que objectivamente beneficiem o clube.

Miguel Pinto Lisboa entende que garantindo sempre o clube a sua posição maioritária – não precisa de ser hegemónica até 96,4% – o mais indicado, numa situação de “recursos escassos”, era o Vitória ter “um parceiro estratégico que esteja alinhado com a nossa estratégia de gestão do clube” e que garanta, também, “um investimento infra-estrutural que possibilite estar entre os quatro primeiros classificados”.

Porém, esse parceiro terá de comungar com a estratégia da direcção para o futebol, isto é, o Vitória só vai “adquirir jogadores a preços não muito elevados, apostar na formação de jovens valores que de forma consistente e equilibrada, permitam ao clube estar sistematicamente entre os quatro primeiros classificados”.

Rejeitado, está já, por Pinto Lisboa, “um parceiro que venha especular com o Vitória” – sustentou.

Tecnicamente, o Vitória vai liquidar a primeira tranche de 1,3 milhões de euros, o que significa reaver 11% do capital, com a devolução dos suprimentos da SAD, marcada para 30 de Novembro, altura em que já ficará com 51% da sociedade que gere o futebol.

Se os sócios optarem por manter a percentagem do clube no capital social, no máximo que esta operação garante – 96,4% – então o protocolo entre clube e sociedade desportiva será revisto.

No imediato, o que fica garantido e salvaguardado é que o Vitória será maioritário na sociedade que gere o futebol.

Sobre Mário Ferreira e a sociedade que detém legalmente a maioria de capital da Vitória SAD, nestas negociações que levaram à recuperação da força e hegemonia do clube, o presidente do Vitória, teceu considerações elogiosas: “Foi sempre uma posição de cordialidade e de alinhamento estratégico com o objectivos do VSC”.

“Só temos de agradecer a Mário Ferreira de, num momento difícil, do VSC ter aparecido e resolvido esses problemas…”

Reconhece que “não conseguindo Mário Ferreira ter uma posição na gestão da sociedade desportiva, o melhor caminho a seguir era o de alienar a sua posição accionista”. E foi esse triunfo que Miguel Pinto Lisboa averbou no seu currículo de vitoriano, ressalvando que “não houve nenhuma divergência, só temos de agradecer a Mário Ferreira de, num momento difícil, do VSC ter aparecido e resolvido esses problemas”, garantindo que “cada um seguirá o seu caminho sem qualquer animosidade”.

Agora, o futuro começa hoje, os sócios vão ser ouvidos, para decidirem “o que é melhor para o clube e para a sociedade desportiva”.

© 2020 Guimarães, agora!

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