Ambição: João Henriques “quer igualar e superar” o Paços

Não fosse a pandemia e o jogo na Mata Real seria motivo para uma romaria em que os adeptos do Vitória gostariam de participar, tal como em épocas anteriores.


O Paços Ferreira- Vitória é sempre um jogo a não perder, mesmo sem público. Amanhã, disputa-se o 42º jogo entre a duas equipas para o campeonato, num cenário inédito em que os adeptos ficam de fora. O Vitória leva vantagem ligeira pois venceu em 13 jogos, empatou em 17 e perdeu em 11. Na Mata Real, em Paços de Ferreira o Vitória ganhou seis jogos, empatou nove e perdeu cinco.

João Carlos Teixeira, marcou dois golos, em 8 de Março de 2020, num jogo em que o Vitória ganhou por 2-1, o máximo de golos que um jogador vitoriano marcou em casa do adversário nos últimos 10 jogos.

A vantagem do Vitória em pontos obtidos, nos jogos da Mata Real, também se regista em golos marcados e sofridos. Nos 20 jogos ali disputados ente os dois clubes, O Vitória marcou 25 e sofreu apenas 21. Um curioso empate a 27 golos marcados e sofridos, regista-se, por seu turno, nos 21 jogos disputados em Guimarães.

As estatísticas rezam que o empate é um resultado típico entre as duas equipas, sem golos, a um ou dois golos. Porém, com Pepa de um lado e João Henriques do outro, o jogo de Domingo à tarde, terá por certo outra história.

O 42º jogo tem outros protagonistas, para além dos treinadores. Estupiñán é o melhor marcador do Vitória com seis golos; Douglas Tanque tem o mesmo número de golos marcados pelo Paços. Quaresma tem cinco passes para golo (vulgo assistências) e do outro lado é Hélder Ferreira que se destaca com apenas três passes.

Finalmente, no Vitória André André e Ricardo Quaresma são os homens mais influentes nos golos do Vitória. O primeiro marcou cinco golos e fez três assistências e Ricardo Quaresma fez três golos e proporcionou passes para cinco dos seus colegas. Na equipa do Paços, Douglas Tanque só é influente por ter marcado os seis golos, não tendo nenhuma assistência registada.

João Henriques confia que os seus jogadores aprenderam a lição dos erros que levaram a sofrer seis golos em apenas três jogos e que ditaram resultados não conformes com as ambições do clube. Por isso, afiançou, “estamos preparados para aparecer mais sólidos”, na Mata Real.

©Vitória SC

Identificamos o que aconteceu, corrigimos e estamos preparados para voltar a ser mais sólidos nesse sector, mas devo dizer que a equipa foi toda ela responsável pelos golos sofridos…”

“Com este aglomerado de jogos, e o pouco espaço que há entre eles, há menos tempo mas houve espaço para corrigirmos algumas coisas. Entre o jogo do Rio Ave e do Farense, corrigimos algumas coisas que já não sucederam no jogo de quarta-feira, não permitimos os desequilíbrios que dessem ao Farense muitas transições e isso foi algo que foi trabalhado e identificamos que não poderia volta a acontecer. Entre o jogo com o Farense e este de amanhã, preparámo-nos da melhor forma para defrontar o Paços. Mais importante é perceber como sofremos os golos. Foi uma questão colectiva. Quando o colectivo está menos bem, as individualidades ficam mais expostas. Identificamos o que aconteceu, corrigimos e estamos preparados para voltar a ser mais sólidos nesse sector, mas devo dizer que a equipa foi toda ela responsável pelos golos sofridos” – justificou.

O treinador do Vitória sabe que vai defrontar uma equipa, um lugar acima (5º) do Vitória, porventura o maior rival na luta por um lugar europeu e ao qual reconhece qualidade pelo que fez até agora na Liga Portugal. “O Paços – revelou – está muito competente, orientado por um treinador que leva anos de bom trabalho à frente das equipas que orienta”. E utiliza todos os adjectivos para classificar o próximo adversário do Vitória: “uma equipa muito regular, sólida, organizada, agressiva, pragmática”. E “têm 35 pontos conquistados com todo o mérito”. São estas as características da equipa pacense que fazem dela “um colectivo muito forte”.

Admite que o Vitória tem condições “não só para igualar como para superar o Paços”, uma ambição que terá de concretizar frente a uma equipa que joga com “agressividade em momentos do jogo”, muito forte e que no seu estádio já venceu Porto e Braga.

Sobre o facto de as equipas dos primeiros lugares da Liga serem dirigidas por treinadores portugueses, João Henriques não acha isso estranho porque “nós com pouco fazemos muito”, lamentando que faltem aos jogos “a emoção que os adeptos transmitem às partidas, apoiando, criticando”, um factor extra de competitividade que não se sente por causa dos efeitos da pandemia sobre o futebol.

Os 22 convocados para este jogo: Bruno Varela, Easah Suliman, Abdul Mumin, Marcus Edwards, Bruno Duarte, Ricardo Quaresma, André André, Gideon Mensah, Rochinha, Falaye Sacko, Pepelu, Rúben Lameiras, Mikel Agu, Wakaso, Matous Trmal, Óscar Estupiñán, Jorge Fernandes, Jhonatan, Zié Ouattara, André Almeida, Noah Holm e Miguel Luís.

Maddox, Sílvio e Joseph estão lesionados e não poderão dar o contributo à equipa, assim como Nicolas Janvier, que contraiu uma mialgia na coxa direita.

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