Vitória: triunfo merecido a que só faltou o prolongamento

Um golo, várias oportunidades e uma exibição agradável não chegaram para igualar a eliminatória e decidir tudo em 120’.


Mesmo com algumas alterações no onze inicial, a primeira parte teve um sentido positivo. E as trocas operadas na segunda parte, aproveitando todos os jogadores não fizeram a equipa perder a sua alma.

O golo madrugador de Anderson Oliveira (5’) obtido numa jogada com a matriz desta equipa, agora do lado esquerdo, com Ryoya Ogawa a cruzar para a área e o avançado vitoriano a receber e concretizar com o pé esquerdo, como os bons pontas de lança sabem fazer.

O 1-0 prenunciava um dos objectivos de Moreno Teixeira, na sua tentativa de eliminar o adversário: primeiro recuperar os dois golos de diferença, não deixar o Hajduk aumentar a vantagem e, depois, tentar a eliminação da equipa croata.

O Hajduk Split falhou essa oportunidade (22’) de aumentar a sua vantagem por David Colina que fez um chapéu a Varela com a bola a sair por cima da barra, foi Anderson Oliveira que teve na sua cabeça o 2-0 e a igualdade na eliminatória (34’).

Num livre Tiago Silva colocou a bola na cabeça de Mumin, solto, sobre o lado direito, cruzou de cabeça e Anderson falhou por centímetros.

Este retrato da 1ª parte deve revelar, para além do sururu dentro do relvado – Bruno Varela levantou um jogador croata que estava no chão – a confusão nos bancos deu um amarelo para o adjunto da equipa croata, outros pormenores.

Uma equipa tranquila, consistente, organizada, com ligação entre sectores, com várias opções de ataque, pelas alas, com destaque para o lado esquerdo e para o defesa Ryoya Ogawa. Num jogo com golos e duas oportunidades flagrantes – uma para cada equipa.

A 2ª parte haveria de mostrar a raça da equipa que lutou pela passagem da eliminatória. Mas revelou alguma descoordenação na hora de marcar, uma indefinição que fez com que alguns cruzamentos fossem para a terra de ninguém.

A equipa revelou-se, alguns jogadores mostram ter valor para a integrar. E só é de esperar mais e melhor.

Porém, há muito coração dentro e fora do relvado e pouca cabeça. O Vitória não é um clube da regional, onde os jogadores da casa e adversários andem uns atrás dos outros para responder a provocações. E tirar desforço directo destas situações.

Também atirar cadeiras para dentro do campo, interdependência o jogo só dá em castigos e não reverte qualquer resultado.

Há muita gente à volta da equipa que não pode agir como qualquer adepto, com o coração porque os jogadores tem de sentir serenidade e não se transformarem em soldados de uma guerra que não é a sua.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, Miguel Maga (Mikel Villanueva 89’), Abdul Mumin, André Amaro, Ryoya Ogawa (Nelson da Luz 81’), Matheus Índio (Nicolas Janvier 69’), Tiago Silva, André Almeida, Rúben Lameiras, Antoñín Cortés (Jota Silva 46’), Anderson Oliveira (André Silva 69’).

Amarelos: André Amaro (41’), Tiago Silva (45’ / 77’), Bruno Varela (45’).
Vermelhos: Tiago Silva (78’).

Golos: Anderson Oliveira (5’).

📸 HNK Hajduk Split

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