Vitória: sentimento e paixão vestidos de preto e branco

A centena de anos que hoje o Vitória Sport Clube comemora não deixam ninguém indiferente, nesta cidade onde nasceu e neste concelho que representa.


Não são a mesma história, mas Vitória e Guimarães estão umbilicalmente ligados. Em 1922, o Vitória começou a fazer parte da história milenar de Guimarães.

Um casamento não apenas geográfico mas assumido com cumplicidade que tem como padrinho D. Afonso Henriques, afinal o símbolo comum de uma cidade/concelho que persiste num desenvolvimento harmonioso do seu território para bem das suas gentes e, um clube que carrega sonhos e esperanças na modalidade desportiva mais arrebatadora: o futebol.

E que se funda na gesta histórica do 1º Rei de Portugal, cujos valores são transportados para o clube.

Por isso, é natural que ao longo dos tempos, os feitos de ambos se escrevam com as mesmas palavras, com os mesmos significados, os mesmos heterônimos, os caracteres que ajudam a formar palavras que fazem parte do imenso dicionário vitoriano e vimaranense.

A história do clube é muito mais do que se tem evidenciado, em pequenos recortes, também por culpa de quem conhece a história no seu todo e na sua transversalidade, com actores e protagonistas desse período – bem vivos – esquecidos e ignorados e com o contributo dos quais se podia exaltar um século de vida com muitas peripécias.

Porém, a história nem se risca, nem se apaga. E se, hoje, exaltamos os feitos de D. Afonso Henriques pelo respeito da história, também os feitos de muitos actores e protagonistas podem ser esquecidos, ignorados, ou variados para debaixo da porta.

A história do VSC é muito mais do que aquilo que nos mostraram. Tem factos, tem provas, funda-se em testemunhos pessoais e em documentos que não foram queimados. Os feitos desportivos, estão vivos, no Museu e representados em troféus que podem ser pouco valiosos mas estão impregnados de significado, são um testemunho silencioso de muitas conquistas que honram o clube no seu todo. 

E são o resultado do esforço e da acção de dirigentes, de treinadores, de atletas, de modalidades diversas.

Noutra vitrina, está também o orgulho vitoriano, prenhe de orgulho vimaranense, estampado na cara de cada vitoriano e vimaranense, que é orgulhosamente ostentado de bandeira – preto e branca – desfraldada.

Logo mais à tarde, no Multiusos, estarão os portadores desse sentir e fervor clubístico, que alimenta a alma e é sangue vivo do que clube que é de todos nós.

São sócios que recebem o reconhecimento da sua fidelidade ao clube, um exército que se transforma e renasce, morre, vive, e reforça-se com novas gerações de defensores da causa vitoriana.

Hoje, tal ontem e todos os dias, as crianças das escolas chegam à rua cantando o que sabem sobre o Vitória guisados pelos seus professores, com bandeiras, encarnando a força amoral do clube, tornando-se na força do futuro que move o Vitória e Guimarães.

É um passar de um grito que vai ecoando e perpetuando por todos os que se identificam com Guimarães que não sabendo da história, respeito a história, o sentimento e paixão de um clube que nem sempre tem sido bem tratado e cuidado.

Esperemos que venham novas gestas de dirigentes, capazes, livres de pecados e que encarnam a força que o clube representa, erguendo a bandeira e dirigindo um grupo de futebolísticas que preenche o historial do clube com novas façanhas.

📸 Vitória SC

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