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Quinta-feira, Fevereiro 2, 2023

Vitória: quando o último minuto se tornou fatal

Economia

Já não é só no final do jogo mas agora também no final da 1ª parte.

O Vitória apesar da derrota mostrou-se frente ao campeoníssimo FC Porto em bom plano. 

Jogou sem medos, aguentou a pressão dos portistas, mais acentuada na 2ª parte, fez o seu jogo e a equipa, pela primeira vez, actuou sem hiatos. Mesmo com as substituições feitas.

O golo de João Mário (45+2) castigou o equilíbrio que o Vitória soube impor ao seu adversário que não é uma equipa qualquer.

A exibição abona em seu favor e deixa claro que se pode esperar mais dela se, frente a adversários com menor potencial futebolístico, mantiver esta vontade de jogar e disputar o resultado com o mesmo empenho e a mesma determinação.

Moreno Teixeira tem razão quando sustenta que a equipa está num momento em que a sua qualidade de jogo é bem notória.

A equipa não é a mesma e respira força moral como se viu neste jogo, obrigando o FC Porto a suar as estopinhas, numa partida com bons motivos de interesse.

O jogo decidiu-se com o remate indefensável de João Mário (47′). A maioria dos que estiveram no D. Afonso Henriques (19653) apostaria num xis, ou seja, num empate ao intervalo. 

Mas o sortilégio voltou a virar-se contra o Vitória com o feitiço fatal do último minuto.

E o que justificava essa igualdade? Uma boa exibição do Vitória que conseguiu controlar o FC Porto senhor de títulos e habituado a grandes competições.

📸 LPFP

Essa exibição traduziu uma liberdade de querer afrontar um adversário todo poderoso, jogando taco a taco e de igual para igual, num período em que o equilíbrio foi nota dominante.

E assentou em curiosas exibições da equipa no seu todo, com Afonso a descer pela ala esquerda e a cruzar várias vezes para a área do Porto, como um exemplo dessa ousadia e de um plano táctico que fez com que o Vitória disputasse verdadeiramente o resultado e não apenas defendesse.

Também Mikel (36’) apareceu solto junto à baliza do guardião portista, falhando uma ocasião soberana, semelhante à que Taremi (32’) desperdiçou.

E também condicionou erros que poderiam ser fatais. E o “erro” veio nos 45’+2′ da 1ª parte quando João Mário rematou de forma irrepreensível e de impossível defesa por Bruno Varela. 

Foi um golo simples mas de plena eficácia que castigou o bom desempenho vitoriano nesta metade do jogo, onde Jota foi a cara da ambição da equipa.

Porém, a história da 2ª parte é quase a mesma: um Vitória destemido, jogando para a frente, correndo, e evidenciasse uma força colectiva que pode ser um sinal do crescimento da equipa.

Faltou ao Vitória ser letal no ataque, factor que podia ser decisivo na construção de outros resultados.

Resta sublinhar a boa imagem que a equipa deixou, mais uma vez, contra clubes que não são do seu campeonato. 

E o futuro e até a conquista do lugar europeu passa por ganhar a equipas que estão para lá do 7º lugar da tabela e não por vencer aos clubes que estão para cima do 6º.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, Jorge Fernandes (Ibrahima Bamba 52’), André Amaro, Mikel, Miguel Maga, Dani Silva, Nicolas Janvier (Gonçalo Nogueira 77’), Afonso, Jota Silva (Safira 77’), Johnston (Nelson da Luz 67’), André Silva.

Amarelos: Nicolas Janvier (17’), Jota Silva (57’), Nelson da Luz (71’), Safira (87’), André Amaro (90’), Gonçalo Nogueira (92’).

📸 LPFP

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