Vitória: a vingança da eliminação da Taça

O Vitória entrou com o orgulho ferido no estádio de S. Miguel, com uma missão única: vingar o afastamento da Taça de Portugal, em jogo realizado, em Guimarães.


Com um onze cada vez mais rotinado e interligado, o Vitória foi aos Açores impôr uma derrota contundente ao Santa Clara. Foi uma desfeita depois do 0-1 que o afastou da Taça de Portugal, numa competição onde se esperava que o Vitória fosse para lá do primeiro jogo.

André André encarnou esse espírito de vingança e aos 6’ fazia Quaresma sorrir por mais um cruzamento seu ter dado em golo. Com uma recepção e dois dribles, Quaresma cruzou a meia altura oferecendo a André André mais um golo neste campeonato.

Aliás, o extremo vitoriano abriria ainda mais o seu sorriso quando pegou na bola já depois do meio campo, foi por ali abaixo num slalom que mais parecia um bailado com a bola, culminando com um remate para o segundo golo. Estavam jogados apenas 27’ e o Vitória como que selava cedo os três pontos que lhe garantia uma posição na tabela mais condizente com os objectivos que o clube persegue. E que aos 30’ Estupiñán confirmava com um golpe de cabeça meio acrobático a passe de André André, numa jogada arrancada por André Almeida.

Com esta vantagem, o Vitória ia para o balneário com toda a tranquilidade pela exibição e pelo resultado.

© VSports

No regresso ao relvado, Estupiñán haveria de justificar e confirmar a sua titularidade na equipa com mais um golo que ditou o resultado final. E assim questionar quem o tinha abandonado, não o querendo nem desejando na equipa, atrasando a sua adaptação ao futebol português e à equipa do Vitória, tornando-se num jogador letal dentro da grande área com três golos marcados em dois jogos.

O golo que fixou o resultado em 4-0, mostrou um Estupiñán sereno e destemido, avançando para a baliza confiante e sem medo, chutando convictamente e colocado, com o pé esquerdo, o seu terceiro golo no Vitória desta época.

João Henriques avesso a grandes mudanças na equipa porque ainda é tempo de consolidar processos e estratégias e afirmar alguns jogadores no onze, fez alinhar quase todos os jogadores da partida anterior. De certo modo garantiu a estabilidade da equipa que adoptou processos de jogo simples e com os jogadores a terem liberdade suficiente para mostrarem a sua criatividade.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, Mumin, Mensah, André Almeida, Pepelu (André Fonseca Amaro 85′), André André (Miguel Luís 64′), Ricardo Quaresma (Janvier 74′), Rochinha (Edwards 73′), Estupiñán (Bruno Duarte 84′).

© LPFP

Notas de uma goleada:

  • No Vitória é preciso acabar com algo que tem prejudicado o clube, em que há jogadores do treinador A, do dirigente Y e do treinador em funções, quando são todos jogadores do clube e ao serviço da equipa;
  • Óscar Estupiñán foi a mais recente vítima desta classificação e ei-lo a evidenciar que veio para o Vitória para mostrar quanto vale e a pôr em causa quem o não aproveitou até agora;
  • João Henriques continua dono e senhor do plantel e a mostrar que é o melhor treinador deste grupo de jogadores pelas opções que faz na escolha do onze e nas substituições mais na vertente da gestão do esforço do que no rendimento dos jogadores;
  • O Vitória aparece agora mais solto, mais acutilante, com os jogadores a mostrarem a sua individualidade com resultados benéficos para a equipa;
  • A estreia de Quaresma a marcar para a equipa foi um momento de alegria para o jogador que abriu o seu sorriso e um sinal da sua mais valia nesta equipa e onde emerge com a sua classe. A sua produtividade neste jogo e nos lances de golo foi bem alta;

© 2020 Guimarães, agora!

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