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Terça-feira, Julho 23, 2024

Tiro: Clube Industrial de Pevidém soma mais um sucesso com o Europeu de Hélices

Economia

O novo campeão europeu… sentiu essa emoção quando uma abertura de sol surgiu, estava a competição a terminar. Esse raio de luz consagrou-o campeão europeu, título que marca um segundo triunfo na mesma competição.

Há muito mais, para além de tiros, por detrás do 56º Campeonato da Europa de Tiro de Hélices que internacionaliza Guimarães e o seu território, numa comunidade a rondar as 500 pessoas, entre competidores, acompanhantes e familiares e membros de federações internacionais.

A competição é uma das três internacionais que se realizam em Portugal, em 2024, e enquanto acontecimento desportivo volta a evidenciar a capacidade de organização do Clube Industrial de Pevidém (CIP), para além de fazer do seu campo de tiro um palco por onde já passaram inúmeros campeões da modalidade e da especialidade, é reconhecido pela Federação Portuguesa de Tiros com Armas de Caça (FPTAC), para além das federações europeias.

No calendário internacional, o CIP é palco regular das maiores competições internacionais, com público específico mas com mais valias nas vertentes desportiva, turística e cultural e com uma forte projecção do território além fronteiras. E onde se concentram os países com mais forte representação no Tiro como Portugal, Itália, Espanha, Reino Unido e França.

Apesar do mau tempo que se sentiu nos cinco dias (1 a 5 de Maio) da competição – e que terá condicionado o acesso de acompanhantes dos atiradores em visitas à cidade – os lugares do público estiveram preenchidos com elementos das delegações de cada país.

Desportivamente, o evento foi um sucesso com outras competições e troféus associados ao campeonato da Europa. Os 212 competidores inscritos de quatro continentes (Europa, América, Ásia e África), representando 11 nações – Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Reino Unido, Chéquia (7), USA, Argentina (2), Arábia Saudita e Egipto, pagaram uma taxa de cerca de 295€ pela sua participação.

A prova europeia de Guimarães antecede o próximo campeonato mundial que se realiza no Egipto, em Outubro de 2024, país que enviou alguns atiradores para esta competição, foi bastante competitiva e o campeão europeu teria de abater todas as hélices, num máximo de 30.

A sua importância é demonstrada pela participação de mais de duas centenas de competidores em seis escalões e categorias, onde havia lugar para as senhoras, numa modalidade que já se tornou inclusiva, em termos de género. E algumas delas subiram ao pódio.

O vimaranense Rui Vital Rodrigues conquista pela segunda vez este título europeu: a primeira foi em 2006, no último campeonato organizado pela FITASC – a federação internacional da modalidade – em Portugal. A segunda vez, foi agora, também numa organização da FITASC. Esta coincidência deixou satisfeito o atirador vimaranense e nacional.

Rui Vital Rodrigues sorridente após a vitória com António Machado. © GA!

Guimarães, agora! ouviu o campeão vimaranense, no momento em que exultou de “felicidade” depois de ter completado a sua prova sem qualquer falha, esperando algum tempo até que os seus adversários, também portugueses, acabassem por falhar uma e duas hélices.

“Fantástico” – salientou depois de saber que ninguém mais abateria as 30 hélices e quando recebia abraços dos seus amigos e concorrentes.

Rui Vital gosta da modalidade e do tiro e apesar de ser o seu segundo título europeu, deixava transparecer alguma emoção por um triunfo que aconteceu na sua terra. 

Uma vez por semana, não deixa de ir ao Campo de Tiro de Pevidém testar a sua mira, mantendo-se activo num desporto que não deixa de ser um passatempo porque não vive dele. E porque, também, é dirigente do clube.

“Nunca me passou pela cabeça repetir o título europeu.”

Numa competição dupla em que se disputava o Grande Prémio de Portugal, Rui Vital afiança que, em competição, “todos desejamos fazer mais e melhor”, não deixando de notar que “nunca me passou pela cabeça repetir o título europeu, o que me pode ter dado tranquilidade para competir sem qualquer pressão”.

Também participante noutras competições nacionais e internacionais de Tiro, o campeão considera que o CIP tem dado “um contributo forte na afirmação da modalidade”, que tem história no concelho e que trás a Guimarães muito gente dos vários cantos do mundo.

Demonstra o impacto deste torneio com o número de camas ocupadas (180) pelos hotéis vimaranenses durante cerca de quatro dias do campeonato europeu. E lamenta que o tempo não tenha deixado os acompanhantes dos atiradores “gozar a beleza da cidade”.

A nível competitivo a chuva não perturbou o desempenho dos atiradores mas tornou a prova mais aborrecida.

De sublinhar:

  • Rui Vital Rodrigues é o português, vimaranense e sócio do CIP que se sagrou campeão da Europa, em 2024, não falhando nenhuma dos 30 hélices que teve de abater para se sagrar vencedor pela segunda vez desta competição internacional;
  • No pódio teve a concorrência de dois portugueses – José Rodrigues (2º) e Paulo Barbosa (3º) que falharam apenas uma e duas hélices, respectivamente completando as três eliminatórias com 29 e 28 cada um;
  • Pedro Leite, outro vimaranense, também foi campeão europeu colocando com Raúl Oliveira e Ricardo Vale Portugal à frente de Itália e dos USA;
  • Filipe Guimarães, do CIP, com Rodrigo Barbosa e José Pereira, subiram ao pódio da competição em juniores;
  • António Machado, também atirador do CIP, com Ambrósio Raposo e Joaquim Pimenta, em Veteranos colocaram Portugal no pódio, com o 2º lugar;
  • Lienard Sophie, belga e polícia, foi a mulher que foi a campeã em senhoras.

© 2024 Guimarães, agora!


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