Moreirense: depois de perder em Chaves procura novo milagre

A permanência na Liga Portugal da equipa de Moreira de Cónegos é problemática, face às exibições e aos resultados. E agora só tem mesmo um jogo para salvar tudo o que não foi salvado em 35 jogos.


Agora, depois de perder por 2-0 com um Chaves a querer mesmo estar entre os melhores do futebol português, tem de ser um outro e um novo Moreirense a fazer num jogo só, o que não foi possível fazer na competição.

O 36º jogo da época, na Liga Portugal, só será decisivo se não for igual aos restantes. E se o Moreirense ganhar por mais de três golos.

A tarefa é gigantesca face ao que tem sido o comportamento da equipa: joga sem querer, sem raça, com um futebol musculado e mais atabalhoado, com unidades invertidas num sistema de jogo que ninguém sabe qual é.

Os adeptos que acompanharam a equipa, eram mais de mil. Uns foram de autocarro, cerca de sete, outros foram de automóvel.

A romaria minhota, sentiu-se nas imediações do estádio municipal flaviense, renovado e com novas condições. E na bancada onde não faltou o buzinão clubístico.

Mas depois do resultado e da exibição, todos perceberam que só um segundo milagre pode deixar o clube no primeiro escalão do futebol português.

Com Sá Pinto na bancada, a equipa apenas deu a sensação de que poderia parar o Chaves, por vezes sensacional de Vítor Campelos, um vimaranense a brilhar no comando técnico da equipa.

Durante quase 13 minutos, o Moreirense afogou e afagou o Chaves numa pressão enorme, dando a sensação de que a equipa vimaranense vinha discutir a sério o último lugar da Liga Portugal.

Puro engano, o Chaves entrou nervoso mas num livre de mais de 30 metros, João Teixeira rematou com força e colocação para o 1-0 e deu a volta ao jogo.

Nesse curto espaço de tempo, os flavienses só por duas vezes andaram no meio campo adversário, deixando a iniciativa do jogo para os comandados de Sá Pinto.

Num livre, o Chaves mudou tudo e passou a ser o senhor do jogo, com muito pragmatismo, muito querer, com uma disciplina táctica clara e com jogadores a mostrarem todo o seu potencial.

A 1ª parte terminou com o Moreirense a mostrar uma produção nula: zero remates à baliza, zero lances de perigo, e sem soluções para mudar o destino do jogo.

O Chaves ameaçou seriamente com os cantos marcados ao primeiro poste que deram dores de cabeça a Kewin e à defesa.

A ilusão, porém, manteve-se porque o Moreirense não tinha um comandante no meio campo. Fábio Pacheco habitual titular desta função ficou no banco e Sori Mané ocupou o lugar mas não exerceu essa função, durante o jogo inteiro.

Foi aí que esteve o calcanhar de Aquiles de uma equipa que joga… sem jogar, mostra uma inconstância que prejudica o seu plano de jogo.

Nova ilusão sentiu-se na 2ª parte, quando a equipa começou a rematar, mais vezes, à baliza do Chaves. Muitos remates mas só um com perigo evidente, de Sori Mané que deu ao guarda-redes contrário (Paulo Vítor) a hipótese de fazer a defesa da noite.

O Chaves perante esta fúria do Moreirense mostrou-se sereno, pragmático, passou a jogar mais em contra-ataque, segurando a vantagem que João Correia – um dos seus melhores jogadores – haveria de aumentar num lance em corrida, concluído com um remate poderoso, colocado e directo, fazendo o 2-0 (68′).

A vida do Moreirense complicou-se para a segunda mão, com a equipa a mostrar não ter mais soluções, nem ânimo, para o último e decisivo jogo da temporada. E a deixar claro que os atacantes precisam de muita inspiração e arte para ganhar e por três golos de diferença.

O Moreirense alinhou com: Kewin Silva, Paulinho, Artur Jorge, Pablo, Pedro Amador, Jefferson Júnior, Sori Mané (Ibrahima 69’), Franco (Fábio Pacheco 88’), Rodrigo Conceição (André Luís 69’), Derik (Galego 77’), Rafael Martins (Walterson 88’).

Amarelos: Rafael Martins (24’), Franco (71’).

📸 LPFP

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