Jazz em festival que marca Guimarães

Programa com Jazz de Chicago e com músicos portugueses

Já é um festival adulto, reconhecido, notabilizado, entre músicos e gente que adora o Jazz mas ainda capaz de surpreender e demarcar-se como evento com característicos que vão para além do espectáculo puro e simples.
O Guimarães Jazz está aí para em 10 dias mostrar 13 concertos, em mais uma edição (28ª) que tem muito de participação de músicos portugueses.
Ivo Martins, o director artístico do festival, sublinha que o Guimarães Jazz de 2019 tem “um programa curioso”, é “tão aberto, tão abrangente e tão largo nos seus horizontes” que nem sempre é possível de conseguir ano a ano, festival a festival.
Vai apresentar músicos com nome feitos na história do Jazz, como Charles Lloyd, que aos 80 anos, vai incluir na sua história “fortíssima” um projecto interessante, na lógica dos quartetos clássicos, que acontece logo na abertura do festival. Lloyd é já uma figura do Jazz que ainda recentemente completou 100 anos, e cuja história conhece tão bem por nela ter vivido inúmeros anos.
Do programa do Guimarães Jazz constam outros nomes Antonio Sanchez, baterista, que incluiu na sua música o drama das relações entre o seu país e a América; Joe Lovano que Ivo Martins considera um “improvisador em tempo real”. Também o quinteto de Lina Nyberg actuará com a Orquestra de Guimarães, numa das parcerias que só o Guimarães Jazz proporciona.
Geof Bradfield mostrará como o Jazz da escola de Chicago, que se tem apresentado em Guimarães, continua a merecer aplausos e a justificar escolha alternativa ao Jazz novaiorquino muito explorado nos últimos tempos.

Outros nomes e projectos constam do programa do Guimarães Jazz marcado por uma componente transgeracional, de músicos muito novos e músicos muito velhos, o que faz com que o programa suscite situações diversas, uma vez que conjuga pensamento crítico, com criatividade, comunicação e colaboração. Se a presença de músicos portugueses é de notar, também a mistura de Jazz com muitas vozes e dança, evidenciará uma abertura a novas fronteiras e frentes do Festival, que se abrem sem receios. “O projecto cantado do canadiano Andrew Rathburn e outros vão mostrar que o festival tem vários concertos com muitas vozes (indirectas) e haverá mesmo um concerto em que um bailarino se exprime com dança” – diz Ivo Martins que sabe que esta edição do Guimarães Jazz “consegue cumprir com um conjunto de itens e características que é uma sorte poderem conjugar-se”.

“O projecto cantado do canadiano Andrew Rathburn e outros vão mostrar que o festival tem vários concertos com muitas vozes (indirectas) e haverá mesmo um concerto em que um bailarino se exprime com dança”

© Direitos Reservados

No que toca a parcerias, destaca-se a que alia o festival à escola de música ESMAE ao congregar não apenas um mas uma comunidade de músicos, através do Jazz. Aliás, António Aguiar director da ESMAE, defende que tem sido positiva a parceria com o Guimarães Jazz, “por ser única”, por ser “uma experiência que permite aos alunos, uma experiência abrangente, não apenas no contacto com músicos, contribuindo para a animação da cidade, e vendo como se faz música”. Este ano, a Orquestra da ESMAE, vai contar com violinistas – pouco usados no Jazz – e com alunos de música clássica que participam no festival para fortalecer a sua vivência musical e desta forma ter uma formação mais abrangente.

© 2019 Guimarães, agora!

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