Chegaram as Sextas-feiras felizes ao CCVF…

Com um “programa excepcional, para tempos excepcionais”, a retoma cultural, com epicentro no Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e da responsabilidade da cooperativa A Oficina, é um regresso “pé ante pé”, moderado e limitado a 20 espectadores presenciais mas acessível a muitos mais que o podem ver via streaming, pela internet.

Assume-se como aperitivo, pois, cada espectáculo realiza-se nas duas últimas Sextas-feiras do mês de Junho (19 e 26) e nas duas primeiras do mês de Julho (3 e 10), sempre às 19 horas, para evitar conflitos com outras actividades.

Para além de ser uma espécie de “happy hour” ao estilo europeu, de fim de jornada, ou hora de “tapa” à espanhola, esta “Lufada” de espectáculos culturais com artistas locais, é a chave de uma porta cultural que se pretende mais escancarada, a partir de Setembro, data em que se comemora o aniversário da inauguração do CCVF e a partir da qual A Oficina espera retomar toda a dinâmica cultural que a distinguiu os últimos anos.

Os pátios e jardins do Palácio Vila Flor e até do museu do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) são os locais escolhidos para esta reaparição do frenesim cultural que distingue Guimarães. E incluídos nesta “Lufada”.
Passada a dor do encerramento, ficam apenas as sequelas da ferida – que a suspensão de espectáculos e outras actividades provocou, na comunidade, nos artistas, e na estrutura que trabalha no CCVF.

“Guimarães precisa, a cidade deseja e as pessoas querem que a cultura anime o quotidiano do burgo…”

Adelina Pinto, a vereadora da Cultura em quem foi delegada a administração dos equipamentos culturais – via cooperativa A Oficina de que é presidente – e até a programação proposta por um colégio de programadores, em cuja competência confia para a retoma cultural em Guimarães, considera que esta Sexta-feira, 19 de Junho, “é um dia feliz”.
E sublinha que “Guimarães precisa, a cidade deseja e as pessoas querem que a cultura anime o quotidiano do burgo”. Faz votos que os efeitos pandémicos decresçam de tal maneira que esta “Lufada” de actividade cultural que agora se retoma se transforme num “vendaval” já em Setembro, com o regresso de Teresa Salgueiro ao Vila Flor, para o concerto comemorativo de mais um aniversário (15º) daquele que se tornou num dos equipamentos culturais mais frequentados da cidade.

A vereadora acredita que “o burburinho da música”, os novos espectáculos e a programação definida possam cobrir o manto de dias difíceis que se seguiram ao início do confinamento por causa da Covid-19. “Foram dias difíceis os que se seguiram ao encerramento dos espaços e actividades” – recorda – como também “foram dias difíceis os que anteciparam esta reabertura”.
Agora, com as instruções da DGS que serão “cumpridas à risca”, as actividades que decorrerão em “espaços improváveis” com jardins e pátios do palácio Vila Flor, até ao momento em que se possam “habitar, de novo, os espaços interiores”.

© Direitos Reservados

“Perdemos o andar, voltamos a gatinhar para nos colocarmos de pé, e já em Setembro estejamos numa corrida de grande velocidade a cumprir a programação para o resto do ano” – confia Adelina Pinto.
O reiniciar da programação do CCVF não foi prematuro, apesar da pressa que se sente, em voltar ao normal. Mas resulta de alguma impaciência. “Não podíamos esperar por Setembro – declara a vereadora – porque era importante marcar este regresso no início do Verão, de modo a que a cidade exponha o seu ADN cultural, e possamos ouvir, em todas as praças e ruas da cidade, o barulho de um concerto, de uma peça, uma música, num momento feliz, não tanto pelo programa – num ano normal seria mais extenso – mas pelo que simboliza de vitalidade e importância para Guimarães”.

Um coro de Jazz para começar

O BJazz Choir, nasceu já quando a Capital Europeia da Cultura, estava a acabar, nos finais de 2012. Estava associado à escola de Jazz do Convívio, de quem se desligou para se tornar numa associação independente. Os seus componentes, de várias profissões e de várias regiões - Guimarães, Porto, Braga, Famalicão, Celorico de Basto - tem nomes conhecidos, de vimaranenses ligados à musica como Tiago Simães ou Marisa Oliveira, entre outros. O seu repertório inclui, para além de arranjos originais criados para o BJazz Choir, apresenta-se em festivais e eventos musicais, com temas em que o jazz, blues, soul, gospel, bossa nova, fado-jazz, tornam as suas performances agradáveis, animadas e divertidas. Há uma componente pedagógica associada a este grupo e aos seus alunos mais jovens. Nestes anos de vida, o BJazz Choir já actuou por toda a Península Ibérica, mesmo com acompanhamento de bandas. Mais recentemente, em 2018, gravou o seu primeiro trabalho discográfico em estúdio. Este ano, esperam organizar o primeiro Internacional Meeting of Choral Modern Music, e actuar em diversos locais com actividades paralelas à performance musical, na área da divulgação musical, especialmente do Jazz enquanto meio de aproximação cultural.

© 2020 Guimarães, agora!

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