Música: “There’s no Knowing” de Joana Gama e Luís Fernandes

Joana Gama ao piano e Luís Fernandes na electrónica actuam hoje, à noite, pelas 21h30 no Centro Cultural Vila Flor.


Vão mostrar o seu mais recente projecto. Este duplo reencontro – com os artistas e a música – gira em torno do som de “There’s No Knowing”, uma longa e única peça musical, com as suas origens na criação da banda sonora da série televisiva “Cassandra” (RTP2), com direcção artística de Nuno Cardoso.

Joana Gama e Luís Fernandes estrearam o espectáculo na Culturgest e rumaram ao Centro Cultural Vila Flor – onde fizeram residência artística para a gravação do respectivo álbum – para apresentar em Guimarães o seu mais recente trabalho. 

Os dois artistas mantêm um diálogo contínuo desde “Quest” (Shhpuma, 2014), que aceita rupturas constantes e explorações sonoras novas na sua música. 

E sente-se na harmonia do seu trabalho, um encontro das linguagens de ambos, numa comunicação permanente que respeita os ritmos de ambos e que sabe responder a desafios, como aconteceu com “Harmonies” (Shhpuma, 2016) em que trabalharam a herança de Satie com Ricardo Jacinto, “At The Still Point Of The Turning World” (Room40, 2018) onde – a convite do Westway LAB e em co-produção com A Oficina e o Município de Guimarães – a dupla criou e se apresentou em conjunto com a Orquestra de Guimarães – ou “Textures & Lines” (Holuzam, 2020) que co-criaram com o Drumming GP.

O novo projecto colaborativo do duo, “There’s no knowing”, abre com o piano de Joana Gama ao qual a electrónica de Luís Fernandes se vai juntando. Esta parceria, que continua a surpreender-nos tanto através da identidade única como a nível sonoro e estético, apresenta em palco o resultado de um desafio originalmente lançado por Nuno M. Cardoso, director artístico da série televisiva “Cassandra” (RTP 2). 

Apresentando em palco uma derivação do trabalho de composição, numa abordagem pensada para o contexto de concerto e edição fonográfica, esta peça cresce numa espécie de sussurro entre os dois e desenvolve-se num progressivo jogo de proximidade.

À medida que se avança nesta aventura pulsante chamada “There’s no knowing”, há uma maior interligação entre os elementos e a consumação do que Joana e Luís fazem em conjunto: puxar o melhor de cada um deles. 

Joana Gama (Braga, 1983) é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projectos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música.

Apesar de inicialmente ter decidido dedicar-se à música com o intuito de continuar a herança associada a uma ideia de música clássica, uma série de acontecimentos em cadeia foram-na desviando de um caminho que julgava ser o seu. Daí que os últimos anos – para além dos recitais – tenha incluído colaborações com múltiplos artistas relacionados com diversas vertentes artísticas como são é o caso de Luís Fernandes (Braga, 1981), músico, artista sonoro e programador cultural que desenvolve o seu trabalho paralelamente nas áreas da composição musical, performance e curadoria artística. 

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