Ambiente: mais árvores na floresta urbana

Um milhar de árvores foram plantadas enquanto espécies arbóreas e arbustivas autóctones, em cerca de 800m2 paralelos à ecovia.


O Município de Guimarães reflorestou parte do tecido urbano com mais árvores que se enquadram no parque florestal urbano.

Para além da densificação florestal, esta acção de plantação de novas árvores, desenvolvendo um conjunto arbóreo através do método Miyawaki.

Ou seja, as florestas Miyawaki – criadas pelo japonês Akira Miyawaki – procuram estabilizar a temperatura média da área onde se encontram, melhoram o bem-estar psicológico dos cidadãos e ajudam na reflorestação de áreas com diversas dimensões num curto espaço de tempo, dando uma nova vida a terrenos abandonados ou incultos. 

Além disso, são considerados verdadeiros laboratórios vivos, onde podem ser integradas diversas actividades de investigação e educação ambiental.

📸 Município de Guimarães

É esse objectivo que o Laboratório da Paisagem persegue, através do projecto Limp.AR – financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Acção Climática.

Com estas florestas, introduzidas em espaço urbano, obtêm-se vários resultados como a densificação, uma vez que o crescimento das espécies plantadas é rápido juntamente com uma alta taxa de absorção de dióxido de carbono com uma grande diversidade de espécies, sendo verdadeiros santuários de biodiversidade.

Os espaços que resultam desta florestação tornam-se mais frescos, visualmente agradáveis, funcionando como barreiras sonoras e são uma importante fonte na melhoria da qualidade do ar. 

Esta plantação compôs-se de 300 árvores e 700 arbustos, de 12 espécies distintas, entre castanheiros, carvalhos, medronheiros, freixos, entre outros. 

O novo espaço florestal contará ainda com um charco e diferentes abrigos para espécies, procurando promover a biodiversidade.

📸 Município de Guimarães

Recorde-se que o projecto Limp.AR está a ser uma resposta à necessidade de promoção da melhoria da qualidade do ar e do ruído nos centros urbanos, procurando fomentar a integração da vegetação em meio urbano, como forma de aumentar a captação carbónica, em locais com elevada presença de tráfego automóvel. 

O projecto integra acções de educação, capacitação e sensibilização dos cidadãos, acções participativas de co-criação, intervenções artísticas em espaço urbano e acções de avaliação da qualidade do ar e do ruído em diversos contextos.

O Laboratório da Paisagem, lidera o projecto Limp.AR contando com a colaboração da Universidade do Minho e do grupo multidisciplinar da Qualidade do Ar e Ruído da Estrutura de Missão Guimarães 2030.

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